quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A volta do Disritmia

A Disritmia foi formada em Maio de 1987, em São Bernardo do Campo-SP, influenciada por bandas que deram origem ao Punk como The Stooges, MC5 e posteriormente, Sex Pistols, Stiff Little Fingers, The Jam. E o papo de hoje é com Vanier, baixista da banda, que depois de um longo hiato, volta as atividades. Se ligue aí...

A Disritmia começou em 1987. Como surgiu a ideia de montar uma banda de punk rock? Nos fale um pouco sobre a cena naquela época.
Vanier - A ideia de montar a banda foi do Monkey, vocalista, e do Ditador, que foi um de nossos guitarristas na década de 80. Queríamos protestar contra a desigualdade social e a repressão vivida na época através de nossas letras, um grito da periferia propriamente dito.
Vanier - Baixista da formação original do Disritmia.
Em 1994 a banda lançou o disco "Disritmia". Como foi a produção desse LP? E qual a repercussão após o lançamento?
Vanier - No lançamento do vinil, eu conheci um cara, na época, que viu um de nossos shows e se interessou em levar a gente para gravar em um estúdio. Porém, estávamos com pouca grana e não daria para custear os horários de estúdio, então tivemos essa ajuda. Fomos ao estúdio Camerati, em Santo André, sem produtor, sem nenhuma noção de gravação. Enfim, fomos na raça mesmo.
Ouça aqui.
Em 2003 vocês entraram em estúdio para a gravação do segundo disco, mas ele acabou não sendo finalizado. O que foi que houve?
Vanier - A banda estava em estúdio, estávamos realizando as gravações, mas infelizmente houve um desgaste na época e alguns membros resolveram sair. Eu tive que ficar fora de São Paulo um período, o nosso guitarrista, Douglas, se mudou para o interior paulista, o baterista Vanderson "Dadão" e nosso vocalista Wilson "Monkey" se dedicaram ao trabalho. Então, a banda encerrou sua atividades.
Vanier em ação!
Durante o tempo em atividade, qual o show inesquecível?
Vanier - O melhor show.....teve vários shows memoráveis cara, como o do Teatro Elis Regina em São Bernardo do Campo, em 1991, com a banda Ação Direta, com casa cheia em plena noite de quarta feira, apenas essas duas bandas encheram o teatro. Mas o que virou um marco para a banda mesmo, foi ter aberto o show do IRA!

Agora a banda volta a ativa, fazendo shows. É com a formação original?
Vanier - Não! Da formação original só eu e o vocalista Monkey. O guitarrista Douglas entrou em 1993 e o baterista Vanderson "Dadão" entrou em 1996.
Disritmia é: Vanderson "Dadão", Douglas, Vanier, Wilson "Monkey".
Quais os planos futuros?
Vanier - Os planos são de continuar fortalecendo a cena fazendo shows com as demais bandas do gênero, e darmos continuidade ao nosso segundo trabalho.

O espaço é de vocês para falarem o que quiserem;
Vanier - A banda Disritmia agradece a todos que nos deram uma força para esse retorno tão esperado, nos encorajando e nos motivando como: Edwirges (Menstruação Anarquika), Barata (DZK), Alex Embu (Lixo Suburbano), Luciana Silva, Stiner Max (Miro), Paulo Renato, Sílvio Arierref, Walter Lele, Zé Filho, Marco Rocha, Lixeiro, Ronaldo Maiados Moto Club de Diadema-SP, Éverton Zaba, Débora Gonçalves Pavani, e a todas as bandas que nos deram a oportunidade de dividirmos o palco neste retorno.
Vivam em paz, curtam em paz, Punk Rock até a Morte.
Valeu Nem pela oportunidade.
Contatos:

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lançada a série Cena Morta

Foi lançado hoje o primeiro episódio da série CENA MORTA. Produzido desde 2016, a proposta inicial da série era ser um documentário que contasse histórias sobre as bandas que fazem a cena acontecer em Salvador-BA e sua região metropolitana. Segundo Fabiano Passos, responsável pelo projeto, "a idéia era fazer um documentário longa mesmo, mas na edição vimos que não tava funcionando, ia ficar um pouco cansativo, repetitivo".
Projetos como esse são de suma importância pra cena, não só a baiana, mas também a brasileira, que desconhece quase que totalmente o que acontece na cena fora da região Sudeste. Tanto a banda Aphorism, que é protagonista do primeiro episódio, quanto a banda do próprio Fabiano, a Rosa Idiota, eram desconhecidas para mim. Eu sendo um baiano, mesmo que seja do interior, mas envolvido na cena, deveria conhecer.
A série terá 11 episódios,  sendo um por semana com uma banda tocando e relatando suas vivências.
E pra você, a cena tá morta?
Dê o play e tire as suas conclusões!
Saiba mais sobre a série nos links abaixo: