sábado, 18 de novembro de 2017

Penúria Zero lança CD Manipulado

Sopão, Tuttis, Fabi e Biscoito formam a Penúria Zero
A banda Penúria Zero, de Taguatinga-DF, acaba de lançar o seu 1º CD, intitulado "MANIPULADO".
Formada em 2005 por três amigos (Adelmo, Tuttis e Raniere), a Penúria “encerrou” suas atividades no ano de 2006.
Em 2011, com a vocalista e fundadora Tuttis a frente, a banda volta com muita força e determinação. A banda contava com o guitarrista Sopão, o baterista Biscoito e a baixista Gril. Juntos resolveram reformular as músicas e levar a banda sem deixar o punk rock hc de lado. Essa formação durou por quase um ano e meio, quando sai a Gril e entra a baixista Fabi, que se mantem firme até o momento.
A banda já participou de eventos tradicionais na cena underground como: Headbangers attack (2013), Dia Munidal Do Rock (2013), Ferrock (2014) e Porão do Rock (2014), também já se apresentou fora do DF, em 2012 no Festival Correntezas em Correntina- BA, em Goiânia em 2015, no This is Festival e em Vitória da Conquista no Autonomia é o Caminho, no ano de 2015.
Capa do CD Manipulado-Penúria Zero
Nesse CD recém lançado, são 11 músicas, nove delas CD foram produzidas durante o ano de 2017. Manipulado foi gravado, mixado e masterizado por Bruno Formiga no Estúdio Formiguero - Guará/DF. A produção musical foi de Moa Alcântara (Ex. Utgard Trolls e The Squintz, atual DogBite) juntamente com a Penúria Zero.
Duas músicas vieram de bônus, gravadas anteriormente para o projeto do Porão do Rock, no Estúdio Rock Hood com captação de Rafael Maranhão e mixagem e masterização de Diego Marx. 
A Penúria Zero é um grande exemplo de como sobreviver no underground fazendo as coisas acontecerem. Uma amostra disso é que toda a arte do encarte do CD foi feita por Sopão Cold, guitarrista da banda. Outro ponto fundamental para a Penúria hoje está com esse lançamento em mãos, é a questão da banda produzir seus próprios eventos, e também buscar parcerias com selos e distribuidoras do Brasil, dentre eles o MTP Produções, Ruído Urbano, e também do Tosco Todo - Selo de Divulgação, além do apoio do Moto clube Iguanas do Cerrado e da camiseteria Utida Kingdom. Tudo na base do "faça você mesmo" e da camaradagem que a banda vai fazendo pela estrada do underground!
A Penúria Zero vem agora na divulgação do CD, tocando com frequência pelo Brasil, já tendo feito shows de lançamento pelo DF e também em Goiânia, no Porão Caos 7, evento produzido por Walkir Silveira e pelo pessoal da Insetus Produções. A banda também está com shows marcados pelo nordeste no início do ano que vem (mas ainda não podem divulgar as cidades que farão parte da mini turnê). Então se você produz eventos em sua cidade, entre em contato com a banda que eles querem divulgar a mensagem onde quer que possam chegar! E se você curte o bom e velho punk rock, adquira esse CD!
Video de lançamento do CD Manipulado

Contatos:

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Lançada a coletânea União Underground Sul da Bahia

Acaba de ser lançada a coletânea “União Underground Sul Da Bahia”. A compilação é uma iniciativa de Jone Luiz, da banda baiana de hardcore Jacau, em juntar as bandas de Itabuna x Ilhéus, cidades do sul da Bahia. Com uma cena historicamente ativa, as bandas Jacau (Hardcore), Sades (Death/Doom), Matina (Metal), Kerberus (Thrash Metal), Mortífera (Death), Blackchest (Heavy Metal), SecondFace (Grindcore), apresentam seus trabalho com excelente qualidade de gravação.
Segundo Jone, "a ideia foi lançar de forma independente, ajudando a propagar todas as bandas no projeto apresentando faixas de seus CDs". O registro conta com 14 faixas de pura pancadaria.
Por se tratar de um trabalho independente, a coletânea está disponível somente no formato digital, entretanto, em breve será prensado. Dê o play e conheça mais sobre o underground baiano!!!

domingo, 5 de novembro de 2017

Terrorcídio anuncia turnê

A banda Terrorcídio, do Distrito Federal, estará  em São Paulo e Paraná durante os meses de novembro e dezembro com a "Terrortour", turnê de divulgação do seu primeiro álbum intitulado "Terrorcidio"(2017), lançado pela Qualééé!!! Produções.
Clique na imagem para ampliar
30.11.17 - São Paulo/SP - Centro Cultural Zapata
01.12.17 - Sorocaba/SP - Oficina Rock Bar
02.12.17 - Indaiatuba/SP - Plebe Bar
03.12.17 - Quadra/SP - Pesqueiro do Abobrinha
05.12.17 - Botucatu/SP - The Hop Club
06.12.17 - Monte Alto/SP - The Hall Pub
07.12.17 - Ribeirão Preto/SP - Toca do Jack
08.12.17 - São José do Rio Preto/SP - Two Tone Pub
09.12.17 - Londrina/PR - Cativeiro Rock Bar
10.12.17 - Maringá/PR - Tribos Bar

Quer ver a Terrorcídio em sua cidade?
Entre em contato: Facebook.com/Paulo.Terrorcidio

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Suffocation of Soul e Natural Hate saem em turnê

As bandas baianas Suffocation of Soul e Natural Hate estão excursionando juntas, pelo underground brasileiro. Na rota da turnê estão os estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão e Pará. Então se ligue na agenda abaixo e veja se passarão por sua cidade!
Clique na imagem para ampliar

01/11 (Qua) - ITABUNA /BA
03/11 (Sex) - ARACAJU /SE
04/11 (Sáb) - JOÃO PESSOA /PB
05/11 (Dom) - CAMPINA GRANDE /PB
09/11 (Qui) - FLORIANO /PI
10/11 (Sex) - IMPERATRIZ /MA
11/11 (Sáb) - BELÉM /PA
12/11 (Dom) - BRAGANÇA / PA
14/11 (Ter) - TERESINA /PI
15/11 (Qua) - PARNAÍBA /PI
16/11 (Qui) - FORTALEZA / CE
17/11 (Sex) - MOSSORÓ / RN
18/11 (Sáb) - NATAL /RN
19/11 (Dom) - POMBOS /PE
19/11 (Dom) - RECIFE /PE
02/12 (Sáb) - CONCEIÇÃO DO COITE/BA
03/12 (Dom) - SALVADOR /BA
09/12 (Sáb) - VITÓRIA DA CONQUISTA/BA
16/12 (Sáb) - LAGARTO /SE
17/12 (Dom) - FEIRA DE SANTANA /BA



Contatos para shows:
Facebook.com/SuffocationOfSoul
Facebook.com/Naturalhate

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O Cisco divulga primeiro EP

Baixe aqui O Cisco
Originária da cidade de Ribeira do Pombal, nordeste da Bahia, O Cisco se formou em 2013 e conta com Fábio Costa nos vocais e guitarra, Marcos Aurélio na bateria e Danilo Cruz no baixo.
O trio baiano faz uma mistura de blues e rock and roll com temas que abordam filosofia, encontros e celebrações. Com o EP homônimo "O Cisco", lançado em parceria com os Selos Tosco Todo e Solar Discos, a banda está fazendo muitos shows pelo nordeste brasileiro, passando por Aracaju-SE, Canindé de São Francisco-SE, Delmiro Gouveia-AL, Itabaiana-SE, Paulo Afonso-BA, Alagoinhas-BA, Salvador-BA e já tocaram no início do ano passado aqui em Conquista.. Então baixe ou dê o play abaixo!!!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Kaust divulga primeiro EP

Formada em 2015, por Emerson Fluyd e Yuki Castro, com influências do indie ao pós-punk, a Kaust vem com a proposta de ter um trabalho que não se encaixasse em um rótulo de estilo ou vertente, tendo como referência o “Camaleão” David Bowie.
A banda segue na divulgação do primeiro EP, “Insana inocência”, lançado em 2017. Distribuído pelo selo mineiro Salitre Records, a Kaust passeia também por releituras inusitadas de bandas como Depeche Mode e New Order.



Contatos:
(31) 98844-9083 / 2526-3709

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

12 de Outubro - Dia Nacional do Zine

No dia 12 de outubro, além do dia das Crianças, também é comemorado o dia Nacional do Fanzine. E para celebrar a data, o Blog Tosco Todo preparou uma publicação especial sobre zines e zineiros pelo Brasil.

A palavra ‘fanzine’ nasceu da expressão "fanatic magazine". No Brasil a palavra fanzine se tornou sinônimo de qualquer publicação livre, e o primeiro zine a ser publicado no país foi O Cobra, um manifesto do Órgão Interno da 1.ª Convenção Brasileira de Ficção Científica, realizado em São Paulo, de 12 a 18 de setembro de 1965. Em seguida surge o Ficção (Boletim do Intercâmbio Ciência-Ficção Alex Raymond), fanzine dedicado as histórias em quadrinhos criado por Edson Rontani em 12 de Outubro de 1965 em Piracicaba, em São Paulo. E em 2015, na festa de 50 anos dessa publicação, surgiu a ideia de se comemorar o Dia Nacional do Zine no Brasil.
Capa do fanzine Ficção lançado em outubro de 1965.
Fui então em busca de alguns amigos envolvidos com o universo dos zines pelo Brasil. Minha primeira curiosidade em relação a qualquer assunto, é como ele entra na vida das pessoas.
Pra saber isso, conversei com Fábio da Silva Barbosa, Renato Lauris Jr., e também com João Francisco Aguiar. Fábio da Silva Barbosa, natural de Niterói-RJ, atualmente mora em Porto Alegre, onde produz o Zine Reboco Caído. Renato Lauris Jr.  é professor, mora em Igaraçu do Tietê-SP, e produz, dentre outras publicações, a Revista/Zine Sobrevidas. João Francisco Aguiar também é professor, mora em Serrana-SP e mantém a Zineteca Glauco Villas Boas em Ribeirão Preto-SP.
Pra acabar minha inquietão sobre de onde vem a paixão pelo Zine, Fábio diz; "no início dos anos 90, estava começando a mergulhar nas culturas do submundo, conhecendo o que rolava pelas ruas, esquinas e quebradas em geral. Fui descobrindo que essa cultura alternativa e independente ia muito além da música. Tinham coisas sendo produzidas na área do cinema, teatro, pintura". E acescenta; "É um veículo de comunicação fantástico!".
Fábio Silva - Editor do Zine Reboco Caído.
João Francisco ficou sabendo da existência dos zines, através de uma matéria de jornal nos anos 90. "Logo me identifiquei com a proposta. Comecei a tocar bateria no PPA e participar de fanzines quase que ao mesmo tempo. Neste mesmo ano, passei a colaborar com o fanzine, “Sindicato do Rock”, capitaneado pelo Ricardo Brasileiro. Escrevi textos sobre política, comportamento,comentários sobre demos e fanzines", disse.
João Francisco Aguiar -  Zineteca Glauco Villas Boas
O interesse de Renato veio nessa "época de trocas de cartas, sem existência de internet e redes sociais, nem pensar em celulares. O interesse por este tipo de publicação surgiu ao conhecer a música punk, que como deve ter acontecido com muitos foi através de fitas K7, que algum amigo ia para a capital (SP) e trazia um som, diferente daquele rock nacional e internacional que ouvíamos nas rádios."
Renato Lauris Jr. - Sobrevidas
Daí para publicarem os seus primeiros zines foi um pulo. Para João, tudo começou em 2002; "Comecei a cursar Letras.  Lá fiz amigos que também gostavam de escrever, entre eles, Leandro Rosa. Falei com ele sobre escrever um fanzine para divulgar não só nossos contos e poemas, mas as produções autorais de amigos e professores.  Um fanzine sincero, sem afetações acadêmicas.  Mais tarde, juntou-se a nós, Murilo de Paula e o time de editores ficou fechado.  Veio ao mundo o Âncora Zine. A repercussão foi boa entre os amigos e alguns professores da faculdade, que apoiaram a ideia e até se propuseram a escrever nos próximos números."
Com Fabio a história não foi diferente; "O primeiro zine que participei foi o do meu amigo Winter Bastos. Era o Terceiro Mundo - O submundo dos ratos. Depois fiz alguns por conta própria. Eram zines esteticamente muito legais. Muita colagem, escritos a mão e a máquina de escrever."
Fábio ainda acrescenta que "a circulação sempre foi principalmente no boca a boca e via correio. Passando de mão em mão. Os amigos curtiam."
Questionado sobre o diferencial do Zine em uma era em que a tecnologia tomou conta do cotidiano das pessoas, Renato frisa que isso "é decorrência de dois fatores: Primeiro o desenvolvimento da criatividade, os fanzines não tem uma regra, um formato único, um padrão. São infinitas suas criações, depende da criatividade e proposta de seu criador/a. Existem micro zines, zines objetos, em impresso A4, A3, A5, dobrado em 3 partes, 4; as temáticas são bem diversificadas, se na sua origem era especificamente a “Revista do Fã”, inicialmente dedicado exclusivamente as histórias de Ficção Cientifica, agora os temas são sobre bandas de rock, MPB, até Sertanejo; times de futebol, ficção cientifica, filmes de terror, política, etc." João concorda, mas tenta apaziguar a relação entre zine digital e tradicional; "Montar um fanzine é uma experiência sensorial que envolve textura,tem cheiro  de cola e bagunça sobre a mesa. Diferente de você fazer tudo pelo computador através de comandos no teclado ou arrastando com o mouse (chato, né?).  Por outro lado, é legal fazer um fanzine do modo tradicional e depois usar a tecnologia para divulgar o seu trabalho pelas redes sociais. A tecnologia complementou o fanzine de papel. Sem brigas!" Já Fabio toca em um ponto que, segundo ele é o grande diferencial de um zine tradicional para uma publicação digital; "Você pode censurar um blog, controlar uma rede social... Mas um zine você faz cópia em qualquer lojinha, põe em baixo do braço e distribui na clandestinidade sem o menor problema. É subversão pura."
O que se sabe é que o zine ainda é uma ótima ferramenta de divulgação, seja de música, de arte, de literatura ou cinema, inclusive sendo usado de forma pedagógica. Renato vê o zine em sala de aula "como uma brincadeira de papel, cola e tesoura, junto a criatividade no manusear das mãos, hoje, também, tem um grande potencial nas escolas, até mesmo num mundo com tecnologia avançada, as escolas públicas, estaduais, pelo menos em São Paulo segue a linha GLS (Giz, Lousa e Saliva), os zines driblam a ausência tecnológica e deixa livre a capacidade criativa do discente, a criançada curte bastante." Para João, que já trabalhou com zines em penitenciárias, "A arte do papel xerox une as diferenças. Durante a oficina não importa se o aluno está na cadeia, na escola regular, em uma clínica de recuperação de drogados ou em uma escola primária localizada em um assentamento do MST. Em todas essas experiências, a interação deles com a ideia de criar um fanzine foi muito positiva."
E como estamos falando de zines, eu não podia deixar de perguntar:
Quais os melhores zines ainda publicados no Brasil?
Para Fabio, "a quantidade de zines é imensurável. É muito material bom. Tem os zines do Diego, os da Thina... O Aviso Final, que vez por outra tá saindo.... O Art Till Death... O Anormal... O Coletivo Zine... O Pençá, que criei junto com o amigo Eduardo e hoje ele toca sozinho... Realmente não me sinto muito a vontade fazendo este tipo de seleção por estarmos falando de algo que pode ser encontrado em tamanha quantidade e esquecer de citar algum seria uma verdadeira heresia."
João cita "A Falecida, editado por Ângelo Davanço desde 1991, com lançamento marcado nos dias 12 de outubro ( Zineteca Glaucos Villas Boas) e 14 de outubro (Biblioteca Padre Euclides)  na cidade de Ribeirão Preto.  Arnaldos , zine de quadrinhos produzidos pelos criativos Arnaldo Junior e Arnaldo Neto. Pastel de Pelo, editado pelo jovem e promissor Denis Fioravante. SPELL WORKe CAFÉ ILUSTRADO  da ativíssima, Thina Curtis."
Renato acha que antes de falar dos zines, é importante falar "o nome daqueles que seguem nas “barricadas de papel”, produzindo, criando, editando seus fanzines, esses/as guerreiros/as que merecem a grande homenagem neste dia 12 de outubro, dia nacional do fanzine, a galera que não para, que ressurge e segue na empreitada zineira, Thina Curtis (que com A Fanzinada, colabora na divulgação e manutenção deste universos), Márcio Sno (incansável batalhador dos zines, sempre com títulos novos e grande trampo em oficinas de zines), A Forca, Alberto Beralto (que recentemente vem organizando um Fanzineteca no Rio de Janeiro, e realiza um grande projeto zineiro na UFF), Rikardo Chakal (um dos idealizadores do zine Visual Agression e editor do Ruínas Eternas, grandes nomes de papel no underground), Valter Alves (com seus poemas e ideias subversivas expressas nos diversos zines de diversos títulos que elabora), Camila Puni (com suas colagens e mensagens feministas), Robério Matias (com seu pequeno, mas gigante O Velho zine), Solano Gaulda (sua criatividade poética e ilustrativa), Fábio Barbosa (com seu Reboco Caído), Dani Suricato ( com seu Sodanuhka), sem contar uma infinidade de zineiros/as que ressurgem assim como Maria Bonifácio (com seu poezine Sala de Espelhos), Nuna zine (antigo Alerta zine, com novo nome retornando) e tenho visto publicações na rede social do clássico Recifezes, que creio está renascendo também. Fora estes nomes mencionados, há uma infinidade de zineiros/as e títulos que aos poucos vamos conhecendo."
Então pesquise, conheça. Entre no mundo dos Zines!
Tradicional ou digital, como disse o João; "Sem Brigas!"
Leia!











segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Macaco Bong lança CD tributo ao Nirvana

A banda instrumental Macaco Bong, originária de Cuiabá-MT, acaba de lançar um álbum-tributo a Nevermind, segundo disco de estúdio do Nirvana. Intitulado de "Deixa Quieto", o disco foi gravado no Pico do Macaco - estúdio da banda hoje radicada em São Paulo.
Lançado pela Sinewave, o repertório original de 12 faixas, pode pegar muita gente de surpresa com releituras fora do comum. Renomeando faixas como "Breed" para "Briza", "Territorial Pissings" para "Territorial Piercing" e "Something In The Way" para "Somente Whey", Deixa Quieto vem conduzido pela guitarra de Bruno Kayapy numa afinação bem longe da de Nevermind e com linhas pouco lineares de baixo e bateria, criadas e gravadas por Daniel Hortides (baixo) e Renato Pestana (bateria).
Ouvir esse disco é uma experiência diferente, tanto para os fãs do Macaco Bong, que podem achar que destoa um pouco dos trabalhos anteriores da banda, quanto para os fãs mais radicais do Nirvana que em alguns momentos vão achar que o Macaco Bong viajou demais na maionese.
O que se percebe agora é que, com mais um guitarrista, Fabrício Pinho, oficializado como novo integrante no mês de setembro, a banda chega ainda mais barulhenta nas apresentações ao vivo. Com show de lançamento marcado no Sesc Pompeia, em 13 de outubro, o quarteto se prepara para mostrar o novo álbum e formação com pique digno de espírito adolescente. Dê o play e viaje!!!
Ouça Deixa Quieto no Spotify:
Spotify.com/Deixa_Quieto
Ouça no Deezer:
Deezer.com/Deixa_Quieto

Para mais informações, consultem a página do Macaco Bong no site da Sinewave:
Sinewave.com.br/artistas/macaco-bong/

sábado, 9 de setembro de 2017

Back-up 76 lança Shark Attack

A Back-up 76 acaba de lançar o seu segundo disco "Shark Attack". Com influências de Ska, Reggae e Hardcore, a banda foi formada em 2010 no bairro de Piedade, litoral de Jaboatão dos Guararapes - PE. Com capa feita pelo artista Kin Noise, as letras desse disco relatam a histórias da vida urbana, entre o caos e a diversão de toda cidade grande.
A banda disponibilizou o material nas seguintes plataformas:
CONTATOS:

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Metrópole 41 lança primeiro CD

A Metrópole 41 surgiu em julho de 2016, de uma conversa entre Pedro Lucas (Bateria) e Emanuel Azevedo (Guitarra/Vocal), com a ideia de formar uma banda de punk que se tornaria a primeira da cidade de Assu/RN. Completaram a formação Pedro5 (Vocal), Yuri Martins (Baixo).
Baixe e ouça aqui.
Influenciados pelo grind, passando pelo tradicional punk rock, hardcore, além de bandas de rock and roll. A banda sofreu algumas mudanças na formação, que agora conta com: Yuri Martins (Vocal), Emanuel Azevedo (Guitarra/Vocal), Junior Ferreira (Guitarra), Cássio Alves (Baixo) e Pedro Lucas (Bateria).
É uma banda de punk hardcore, com um som sujo e tosco (como deve ser), e lançaram recentemente o primeiro trabalho chamado  "A Diarreia Brasileira".
Segundo Emanuel Azevedo, "Nossas temáticas são voltadas para repúdio a corrupção, ao preconceito e desigualdade social, mas tudo isso sem perder o bom humor."
CONTATOS:

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Antiporcos lança EP

Seguimos no Front-2017
Encontra-se disponível para audição no bandcamp o segundo EP da banda punk baiana Antiporcos.
Formada em 2014, por Dudu (Voz), Paulo (Guitarra), Pellegrini (Baixo), e Tripa77 (bateria), o EP conta com cinco faixas, seguindo a linha direta e agressiva do punk rock, com temáticas que vão do futebol as mazelas sociais.
"Seguimos no Front" foi gravado e produzido por Dill Pereira no Golden Tone Estúdio em Salvador-BA e conta ainda com "Somos Fortes", uma versão de "Where Have All the Boot Boys Gone" da banda The ACAB.
Lançado pelo selo Under Rocks Records (RS), o álbum sairá em sua versão física logo em breve, tendo contado em sua gravação com a participação de vários amigos, dentre eles Gigito, responsável pelas ilustrações dos quadrinhos e que tocou banjo na faixa "Meu Esporte é Arquibancada". Dê o play!

Antiporcos é: Pellegrine (baixo), Tripa77 (Bateria), Dudu (Vocal), Paulo (Guitarra)
CONTATOS:

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A volta do Disritmia

A Disritmia foi formada em Maio de 1987, em São Bernardo do Campo-SP, influenciada por bandas que deram origem ao Punk como The Stooges, MC5 e posteriormente, Sex Pistols, Stiff Little Fingers, The Jam. E o papo de hoje é com Vanier, baixista da banda, que depois de um longo hiato, volta as atividades. Se ligue aí...

A Disritmia começou em 1987. Como surgiu a ideia de montar uma banda de punk rock? Nos fale um pouco sobre a cena naquela época.
Vanier - A ideia de montar a banda foi do Monkey, vocalista, e do Ditador, que foi um de nossos guitarristas na década de 80. Queríamos protestar contra a desigualdade social e a repressão vivida na época através de nossas letras, um grito da periferia propriamente dito.
Vanier - Baixista da formação original do Disritmia.
Em 1994 a banda lançou o disco "Disritmia". Como foi a produção desse LP? E qual a repercussão após o lançamento?
Vanier - No lançamento do vinil, eu conheci um cara, na época, que viu um de nossos shows e se interessou em levar a gente para gravar em um estúdio. Porém, estávamos com pouca grana e não daria para custear os horários de estúdio, então tivemos essa ajuda. Fomos ao estúdio Camerati, em Santo André, sem produtor, sem nenhuma noção de gravação. Enfim, fomos na raça mesmo.
Ouça aqui.
Em 2003 vocês entraram em estúdio para a gravação do segundo disco, mas ele acabou não sendo finalizado. O que foi que houve?
Vanier - A banda estava em estúdio, estávamos realizando as gravações, mas infelizmente houve um desgaste na época e alguns membros resolveram sair. Eu tive que ficar fora de São Paulo um período, o nosso guitarrista, Douglas, se mudou para o interior paulista, o baterista Vanderson "Dadão" e nosso vocalista Wilson "Monkey" se dedicaram ao trabalho. Então, a banda encerrou sua atividades.
Vanier em ação!
Durante o tempo em atividade, qual o show inesquecível?
Vanier - O melhor show.....teve vários shows memoráveis cara, como o do Teatro Elis Regina em São Bernardo do Campo, em 1991, com a banda Ação Direta, com casa cheia em plena noite de quarta feira, apenas essas duas bandas encheram o teatro. Mas o que virou um marco para a banda mesmo, foi ter aberto o show do IRA!

Agora a banda volta a ativa, fazendo shows. É com a formação original?
Vanier - Não! Da formação original só eu e o vocalista Monkey. O guitarrista Douglas entrou em 1993 e o baterista Vanderson "Dadão" entrou em 1996.
Disritmia é: Vanderson "Dadão", Douglas, Vanier, Wilson "Monkey".
Quais os planos futuros?
Vanier - Os planos são de continuar fortalecendo a cena fazendo shows com as demais bandas do gênero, e darmos continuidade ao nosso segundo trabalho.

O espaço é de vocês para falarem o que quiserem;
Vanier - A banda Disritmia agradece a todos que nos deram uma força para esse retorno tão esperado, nos encorajando e nos motivando como: Edwirges (Menstruação Anarquika), Barata (DZK), Alex Embu (Lixo Suburbano), Luciana Silva, Stiner Max (Miro), Paulo Renato, Sílvio Arierref, Walter Lele, Zé Filho, Marco Rocha, Lixeiro, Ronaldo Maiados Moto Club de Diadema-SP, Éverton Zaba, Débora Gonçalves Pavani, e a todas as bandas que nos deram a oportunidade de dividirmos o palco neste retorno.
Vivam em paz, curtam em paz, Punk Rock até a Morte.
Valeu Nem pela oportunidade.
Contatos:

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lançada a série Cena Morta

Foi lançado hoje o primeiro episódio da série CENA MORTA. Produzido desde 2016, a proposta inicial da série era ser um documentário que contasse histórias sobre as bandas que fazem a cena acontecer em Salvador-BA e sua região metropolitana. Segundo Fabiano Passos, responsável pelo projeto, "a idéia era fazer um documentário longa mesmo, mas na edição vimos que não tava funcionando, ia ficar um pouco cansativo, repetitivo".
Projetos como esse são de suma importância pra cena, não só a baiana, mas também a brasileira, que desconhece quase que totalmente o que acontece na cena fora da região Sudeste. Tanto a banda Aphorism, que é protagonista do primeiro episódio, quanto a banda do próprio Fabiano, a Rosa Idiota, eram desconhecidas para mim. Eu sendo um baiano, mesmo que seja do interior, mas envolvido na cena, deveria conhecer.
A série terá 11 episódios,  sendo um por semana com uma banda tocando e relatando suas vivências.
E pra você, a cena tá morta?
Dê o play e tire as suas conclusões!
Saiba mais sobre a série nos links abaixo:

sábado, 29 de julho de 2017

5 Clipes do Subterrâneo #4

Estou aqui com mais uma edição do 5 Clipes do Subterrâneo. Essa seção do blog não é de lançamentos de clipes, necessariamente, mas sim de clipes que encontro pela net. Alguns são lançamentos, outros bem antigos, mas que não deixam de ser atuais.
Vamos começar pelos mais recentes.
1- Esse clipe da banda Consciência Suburbana, da zona leste de Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais, foi lançado em Junho de 2017. A banda formada em 1995, conta com The Ganmit (voz e guitarra), Wal Ataíde (Baixo) e Zói (Bateria e backing vocais). O clipe se desenrola com um rolé da banda a bordo de um Fusca. Dê o play!


2-Esse Clipe da banda Sarjeta foi lançado no dia 24 de Julho de 2017. Produzido com desenhos feitos por Netto Chico, "Nem tudo é carnaval no país do futebol" é uma crítica ao comodismo e alienação do povo brasileiro. Assista aí!


3- Agora um clipe estrangeiro da banda Missiles of October, diretamente da Bélgica. A música "No Brain No Headache" foi extraída do álbum "Better days", lançado em 2016. A banda pensa em fazer uma turnê pela América Latina.

4- Essa música faz parte do DVD em comemoração aos 20 anos da banda Dose Letal. Lançado em 2016, "Vítimas do Sistema" é uma parceria entre Denis Gusmão e Denis Pinto, Há ainda a participação de Rafael Carnevalli "Amador" no poema na introdução, e ainda a participação de Zé Paiva no baixo. Play, play!


5- Por último, e não menos importante, tem esse som do Pröjjetö Macabrö, um vídeo mais antigo, mas que gritando "não precisamos provar nada para ninguém", já diz tudo! Segundo postagem do site Microfonia, o som da dupla formada por Adriano Onairda (vocal/guitarra) e Vando Sujeira (bateria/vocal), "serve como um condutor de agonia e destruição dos valores que eles mesmos resolveram quebrar, juntando tudo isso com letras minimalistas, tretas punks, rolês sem futuro, ressaca homéricas e gigs em combustão". Dá o play!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Entrevista com o Zineiro Renato Lauris Jr.

O papo de hoje é com Renato Lauris Jr., zineiro morador de Igaraçu do Tietê, no interior de São Paulo. Além disso ele está preparando uma enciclopédia do punk nacional. Leia e se ligue!
Renato Lauris Jr. - O Zineiro
Você é um apaixonado por zines, mas é também um professor da rede pública. Quando foi que surgiu esse fascínio?  E dá para utilizar essa ferramenta dentro de sala de aula?
Renato Lauris Jr. - Meu interesse por zines começou por volta de 1988/1989, numa pequena cidade do interior paulista, numa época que as informações undergrounds chegavam lentamente a estas terras, mas nunca impossibilitando termos informações, mesmo com as dificuldades. Uma época de trocas de cartas, sem existência de internet e redes sociais, nem pensar em celulares. O interesse por este tipo de publicação surgiu ao conhecer a música punk, que como deve ter acontecido com muitos foi através de fitas K7, que algum amigo ia para a capital (SP) e trazia um som, diferente daquele rock nacional e internacional que ouvíamos nas rádios. De repente apareceram os primeiros discos punks de bandas como Garotos Podres, Cólera, Ratos de Porão, coletâneas como o Ataque Sonoro. 
Mas foi através da coletânea sueca Afflicted Cries in the War Darkness, quando enviamos uma carta para a New Face Records, que nos mandou um catálogo, e ali através de compra adquirimos alguns vinis e o W. C. zine.
Este primeiro contato com um fanzine foi importante, Pois vimos que nós também podíamos fazer um, expressar nossas angústias e revoltas, tendo uma simples máquina de escrever, ou mesmo de forma manuscrita, e algumas folhas de sulfite, além de falarmos e divulgarmos as bandas que curtíamos.
Eu e um amigo, lançamos o nosso primeiro zine "Shit Noise" em abri de 1991, depois da tentativa frustrada de montar uma banda de hardcore, a Gritos Melancólicos.
Lancei outros zines na sequência, com outro camarada "O Escalpador" zine. Com o tempo vieram outras publicações, além do contato com outras destes impressos artesanais e punks, geralmente.
Atualmente, um pouco mais velho, e para susto de alguns, mantendo o espírito jovem em contraste com a idade, leciono aulas de História na rede pública estadual do estado de São Paulo e vejo os fanzines como uma alternativa e agente potencializador pedagógico, num sistema educacional falido, onde a cultura do faça você mesmo e os recursos de imagens superam as dificuldades das crianças e adolescentes que, entra ano e sai ano, vem mostrando grande dificuldade de aprendizagem e grande defasagem cultural, defasagem esta preservada e mantida devida ao sistema disciplinador e castrador mantido pelas escolas. É possível alcançar resultados positivos tendo os zines como instrumentos pedagógicos, já que estes desenvolvem a criatividade, proporciona o trabalho em equipe e colabora com as capacidades leitora e escritora, e a relação da linguagem escrita e imagética, tudo no esquema, papel, cola e tesoura, mas que fique claro, paciência, bom senso e bom humor são fundamentais para um bom resultado.
"Shit Noise"- Primeiro Zine
Nessa época você morava onde? Você disse que era difícil conseguir material em K7 e Vinil, fale mais um pouco sobre como era isso naquela época;
Renato Lauris Jr. - Residia na época em Agudos, pacata cidade interiorana a quase 400 km da capital paulista. Com o tempo conhecemos uma galera punk da cidade vizinha, cidade maior, Bauru, ai os contatos se estenderam, as afinidades são fodas. Para adquirir materiais naquela época dois fatores, que me lembro, eram essenciais: a paciência, o correio demorava um mês ou mais para entregar nossos pedidos; e uma espécie de rede de solidariedade, muitas vezes vinis comprados em conjunto, e outras vezes de forma individual e quem tinha o material gravava para o resto do pessoal. Ali neste compartilhar os informes, convidar amigos para ouvir som na casa, gravações de fitas K7, e xerox de zines, compreendo o punk, a partir dali, como um movimento, uma ação de união, entre os poucos punks que havia na região.
Vale mencionar também, que era época da abertura política, e é até hilário mencionar, mas um dos veículos que nos apresentou muitas bandas de punk rock e hardcore, que estragou muitos filhos e filhas foi a televisão. Havia um programa chamado Boca Livre, apresentado pelo Kid Vinil, e ele levou muita banda destes gêneros musicais para tocar lá, e o legal era que o programa era ao vivo, todas as segundas-feiras, às 19 horas, matei muita aula pra ver as novidades sonoras. 

A partir daí que você começa a falar sobre a cena punk no zines? Mas não era só sobre punk, o que mais vocês publicavam?
Renato Lauris Jr. - Em 1989 ou 1990, não me lembro ao certo, a Gritos Melancólicos não saiu do ensaio. Queríamos participar, estar envolvidos, colaborar com a cena punk “caipira”, depois disto vimos que uma forma de colaborar seria com a confecção de um zine, em abril de 1991, quando lançamos o "Shit Noise" zine. Nele expressávamos nossa insatisfação com a cidade em que vivíamos, fazíamos uma crítica ao governo Collor e apresentávamos as bandas que curtíamos, ali colocamos um texto sobre o Ramones e um histórico da banda sueca Crude SS (extraída do W. C. zine), além do release da banda de thrash metal local Expiring e um histórico, release (esperançoso) do Gritos Melancólicos. As cópias deste zine foram realizadas por um amigo que conseguiu burlar o escritório em que trabalhava e tirou várias cópias para nós que distribuímos na cidade e para alguns amigos de outras localidades. Este zine, infelizmente, ficou no primeiro número.
Já "O Escalpador" zine, mesclava bandas punks e metal, além de conter poesias, contos, e ilustrações. O que acho legal ao lembrar destes dois zines e ver uma evolução individual e coletiva,, houve uma melhora nos escritos, na organização da produção e até mesmo um evoluir nas idéias, onde incluíamos aquilo que estávamos lendo, deixando as ralas divagações e estas se tornando mais objetivas.

Então você entrou na faculdade. Isso foi em que ano? O que rolou a partir daí?
Renato Lauris Jr. - Em 1998 entrei na Unesp, na cidade de Assis, para cursar a faculdade de História. Ali conclui a graduação e anos depois fiz o mestrado, escrevendo a dissertação “José Oiticica: Reflexões e Vivências de um Anarquista”. 
Entrei na faculdade velho com 24 anos, nesta época graças aos fanzines, principalmente, e as letras panfletárias do punk, estava engatinhando no anarquismo. Como morava em uma cidade interiorana o material bibliográfico sobre anarquismo era bem escasso, então os fanzines foram as principais leituras tratando deste tema até então. 
Ali conheci um pessoal, poucos, mas estavam lá também interessados no anarquismo e insatisfeitos com a política estudantil na época numa disputa entra molecada do PT e do PSTU. Iniciamos um grupo de estudos, o Nelen (Núcleo de Estudos Libertários Espelho Negro), onde realizamos algumas ações, mas que por razões diversas teve vida curta. Alguns anos depois, se não me engano em 2000, formamos um novo coletivo o Canto Libertário, que realizou muitas ações legais, mas infelizmente também teve vida efêmera.
Mas na faculdade ainda, conheci uma galera que lia e discutia sobre literatura marginal, beatnicks, me aproximei e em meio a bebidas, leituras, cigarros e ideias, fizemos algumas publicações zineiras como o “Conheceu o Diabo e Visitou o Inferno”, “Com o Diabo no Corpo” e “Do Fundo da Gaveta”, foram experiências legais e agradáveis. Além destas publicações participávamos de saraus, o que era muito louco, enquanto o pessoal selecionava poemas do Fernando Pessoa, Manuel Bandeira entre outros, nós líamos nossos poemas autorais e até lançamos um manifesto, escrito pelo amigo Laerte, o “Manifesto do Desencanismo”, que eu li num sarau, este manifesto era simplesmente isto (o texto): “Estão lançadas as bases do desencanismo, ao tentar escrevê-las, desencanei!”, o mais louco foi um professor de psicologia que pensou em escrever uma tese sobre este movimento. (hahahaha)
  
Foi aí seu despertar para o anarquismo?
Renato Lauris Jr. - Eu tinha um conhecimento raso sobre o anarquismo através, principalmente, dos fanzines, que eu classifico como o engatinhar do anarquismo, na universidade no contato com outras pessoas interessadas no tema, uma vasta bibliografia que havia na biblioteca universitária, o encontro com novos e velhos militantes e o acesso a um acervo que se encontra no CEDAP (Centro de Documentação e Apoio A pesquisa) que existe naquele campus universitário, minha identificação com o anarquismo e o interesse por sua filosofia, história e lutas se desenvolveu e se mantém até hoje.
Costumo dizer que o punk foi minha primeira escola, a cultura do faça você mesmo, as rodas de conversas, a confecção de fanzines, a leitura de zines diversos, verdadeiros formadores de opinião e construtores de mentes críticas, escola esta que digo, que os alunos produzem seu próprio material de estudo e compartilham, minha segunda escola foi o encontro com velhos sindicalistas, que mesmo não sendo anarquistas, sempre cobraram de mim e de outros amigos iniciativas, posturas e atitudes, e na universidade com o vasto material anarquista que tive acesso e as pessoas com quem convivi e conheci, as trocas de idéias foram a minha terceira escola, e ainda continuo estudando.

Recentemente você lançou o Sobrevidas, que é em formato de livreto. Qual é a proposta desse projeto?
Renato Lauris Jr. - O SobreVidas classifico como uma revista/zine. É uma publicação que tem sua origem no formato zineiro, mas o acabamento final, feito pelo grande amigo Eduardo Medeiros, da Editora Artesanal Tumulto, um trabalho belíssimo, em que a publicação ficou com a cara de uma revista, mas não poderia abandonar o prazer zineiro de fazê-la, por isso revista/zine.
A proposta do SobreVidas é ser uma publicação que dê voz aos que não tem voz, um diálogo libertário entre entrevistador e entrevistado, entre publicação e leitor. Até então teve três números lançados, tratando através de entrevistas, ou troca de idéias, de questões sociais, de gênero, sexualidade, contracultura, alimentação, educação, etc....
Sobrevidas: Saiba mais aqui!
Você também tem muitas parcerias em projetos de outras pessoas, outros autores, músicos, poetas. Fale um pouco mais sobre isso;
Renato Lauris Jr. - Talvez seja um cara inquieto, a cabeça sempre pensando em algo, o consciente e o inconsciente em intenso agir. Depois que lancei o SobreVidas, veio um lance saudosista e decidi lançar um zine de troca de idéias, entrevistas com bandas undergrounds, mas que não estivessem situadas nos grandes centros. Ai rolou contato e conversações com Cama de Jornal (Vitória da Conquista/BA), Acromo (Agudos/SP), A Phoyce (Guarujá/SP), Horda Punk (União da Vitória/SC) e Autoboneco (Bauru/SP). Esta publicação foi o "Cultura Carcamana" zine, que teve número único, até então.
A convite do amigo Márcio Sno, após uma troca de idéias, participei do zine "Odair Jozine", uma homenagem ao músico Odair José, colaborei com o texto “Odair José, O Subversivo”, foi um trampo legal.
Além disso, junto com o mano Edu Medeiros, da Editora Artesanal Tumulto e o companheiro Rogério Nascimento (também membro da banda C.U.S.P.E.), lançamos o livro “Da Escravidão à Liberdade: A derrocada burguesa e o advento da igualdade social”, do militante anarquista Florentino de Carvalho, cujo livro original é de 1927, este título organizei pensando na elaboração de uma coleção “Escritos Anarquistas no Brasil”, visando re-lançar títulos libertários escritos por militantes anarquistas brasileiros ou que residiram no Brasil no decorrer do século XX, mas infelizmente por motivos econômicos está parado. 
Recentemente lancei o “Discos que F*** Muitas Vidas”, a partir de convites à várias pessoas amigas, companheir@s, organizei uma coletânea de 18 textos, onde a proposta era qual o disco, LP, o som, que fodeu com a vida de cada convidado, este fodeu é o mudar seu comportamento diante os padrões sociais, seja ele estético, cultural, social, político, etc, ou seja, a música como agente de transformação, um trampo que adorei fazer.
Outro dia você me falou sobre um novo projeto, mais ambicioso, de publicar uma enciclopédia do punk nacional. Acredito que seja um trabalho árduo, diário, de intensa pesquisa. De onde surgiu essa idéia e a quantas anda esse projeto?
Renato Lauris Jr. - Então a ideia é através de uma pesquisa, que estou vendo será intensa e extensa, sobre o movimento punk no Brasil, no período de 1977 – 1989, ou seja, os primeiros anos do punk nestas terras tropicais. Creio que este período foi o engatinhar, a adolescência e o entrar na juventude do punk, onde em meio a convergências e divergências, entre a rebeldia e confusões, o movimento punk foi se estruturando e se fragmentando, se organizando politicamente, seja com os anarco punks ou uma ala direitona extrema como os carecas. O movimento punk para mim, como disse foi minha primeira escola, realizar este trabalho é como uma homenagem que faço a este movimento. A leitura de fanzines dentro do período mencionado, a busca de relatos de punks da época ou mesmo posteriores, existe um intenso material em revistas e jornais da época, e recentemente, a partir do final dos anos de 1990 uma intensa bibliografia e publicações acadêmicas sobre o movimento punk, além da publicação de memórias de alguns protagonistas desta história, como Clemente, Sukata (Garotos Podres), João Gordo, junto à documentários, filmes, etc...
A ideia de ser uma enciclopédia, ao qual dei o título provisório de “Uma ‘Quase” Enciclopédia do Punk Brasil – 1977 – 1989”, e de tratar e observar o movimento punk não apenas em suas bandas, mas também a sua essência, por isso estou selecionando alguns termos, bastante mencionado pelos punks nos zines, encartes de LPs e mesmo em suas canções, termos como: união, consciência, drogas, anarquia, bomba nuclear, guerras, ecologia, paz, etc..., isto é lógico dentro do contexto do período estudado. Ainda estou organizando as idéias.
No momento ainda estou no levantamento de dados, fichamentos e entrando em contato com algumas pessoas de diversas partes do país, recebendo materiais e trocando idéias, nisso a internet ajuda pra caramba. Inclusive, se alguém que esteja lendo está entrevista desejar e puder colaborar, entre em contato, ok. (revsobrevidas@gmail.com)

O Brasil está atolado em corrupção em todas as esferas, não se vê movimentação social contra as ações de mudanças na CLT orquestrada pelo (des)governo Temer. Temos dentro do próprio movimento punk e do rock pessoas apoiando idéias de candidatos fascistas/homofóbios/racistas. Estamos sem saída?
Renato Lauris Jr. - Acho que estamos procurando a saída. Quanto a questão de pessoas do próprio movimento punk ou de outras vertentes do underground apoiando ideias de direita ou conservadoras, o que mais me assusta são alguns velhos punks terem uma visão conservadora, postando até mesmo no facebook (local onde podemos ver estas aberrações) apoiando a rota (policia militar de SP, conhecida pela sua extrema truculência) ou mesmo tendo algumas velhas ideias semelhantes aquelas que questionaram em outro momento da história, na real, isto também, me levou a iniciar a pesquisa mencionada acima, são as convergências e divergências do movimento punk. 
Agora quanto movimentação social, há rumores, suspiros e perspectivas, mesmo que ainda pequenas, nas periferias, nas quebradas, mesmo em meio a um fervor conservador, ao qual devemos "agradecer" ao PT por estimular o sonho consumidor, criando novos endividados e tementes de perder seus bens adquiridos nas Casas Bahias, Lojas Cem e outras grandes lojas, com os crediários a se perder de vista, clamando por um policiamento em proteção aos seus lares.
Mas há os rumores de uma minoria desejosa por um outro mundo possível, algo que pode ser percebido nos saraus periféricos, nas organizações de bibliotecas comunitárias, nos cursinhos livres pré-vestiular, nas ocupações, e mesmo na persistência e resistência anarcopunk, como d@s companheir@s do CCS Favela Vila Dalva, em São Paulo, além do sempre ressurgir do anarquismo nos corações jovens, e a permanência de outr@s “velh@s” companheir@s pront@s a receber e caminhar junt@s a estes jovens que vão chegando. 

Com o advento da internet, as pessoas estão lendo menos. Qual o perfil do leitor de um zine no Brasil?
Renato Lauris Jr. - Então o público leitor dos zines é bem amplo, existem as pessoas como eu, que são admiradores e leitores fanáticos de zines, o que cai na mão lêem., Tem a galera que curte mais os HQs, tem uma turma que utiliza os zines como suporte para arte, desenhos, fotografias, até mesmo transformam objetos em zines (cápsulas, caixas, etc). tem os admiradores de microzines, enfim o público zineiro é amplo, os zines na real são uma puta resistência leitora. Inclusive um outro projeto que estou elaborando, este junto com Bruna, minha companheira, é o “Barricadas de Papel”, que vem deste lance do zine ser um instrumento de resistência na procura e manutenção de leiotr@s. A idéia é organizar uma zineteca física e virtual, uma gráfica para publicações de zines, livretos, e isto juntamente com ações pedagógicas como oficinas, elaboração coletivo de zines, leituras comentadas, contadores de história etc...Projeto este que estávamos pensando iniciar neste segundo semestre, mas deixar pra rolar mesmo no próximo ano. Neste momento estou catalogando nossa pequena coleção de zines para disponibilizar ao público.
Renato e sua companheira Bruna.
Aproveito a brecha pra mencionar que os zines enquanto objeto de pesquisa tem muito a nos dizer, desde o comportamento e pensamento juvenil, a divulgação de bandas, difusão política, torna-se uma importante ferramenta de diálogo, principalmente, entre os jovens, compartilhando gostos musicais, e informações sobre temas pertinentes a este público, e a um público mais velho também, assim como suas várias formas que podem servir de modelos para o uso pedagógico d@s docentes.
Vale mencionar que a internet, em certo momento, se torna castradora, tornando a criatividade em algo superficial, mecânico, muito fácil.
A confecção, produção de um zine e mesmo o contato com este tipo de impressão trabalha com a imaginação na velha brincadeira, cola, papel e tesoura.

Agradeço pela atenção, o espaço é seu, para falar o que quiser;
Renato Lauris Jr. - Nem, eu que agradeço pela oportunidade! Valeu mesmo mano, e espero ter ficado claro a troca de idéias. Seguimos a caminhada, e aqui fico no aguardo do seu livro e dos novos sons do Cama de Jornal.
E aos leitor@s, se liguem, saiam um pouco da frente das telas e zinem-se!
CONTATO: revsobrevidas@gmail.com

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Assista João Brandão adere ao punk-Curta baseado em conto de Drummond

No curta João Brandão adere ao punk, do conto homônimo de Carlos Drummond de Andrade, João Brandão é um estudioso de fenômenos sociais, que dedica-se no momento a pesquisa do punk. Ramiro Grossero, diretor, nascido no Gama-DF, é arte-educador e usa a vivência da sala de aula e das ruas para dirigir seu primeiro curta-metragem. Grilo, como o diretor é mais conhecido no underground punk, participa de todas as etapas da produção, criando as situações que dão forma à obra de arte.
No elenco, fazendo o papel de Carlos Drummond de Andrade, está o punk paulista Ariel, vocalista das bandas Restos de Nada e Invasores de Cérebros, dois pilares do punk nacional.
O poeta e ativista cultural brasiliense J. Pingo, falecido logo após as gravações, também integra o elenco, fazendo o papel de João Brandão, personagem central da trama. Os figurantes do curta são conhecidos na cena punk do Distrito Federal, entre os quais, integrantes das bandas The Insult, Mackacongs 2099, ARD, Marmitex S.A. e Canibais, além do cartunista Broba, ex-vocalista e letrista da banda Cegos, Surdos e Mudos, que também fez ilustrações para o filme.
Segundo Grilo, diretor do filme; "A lucidez do poeta ao analisar o tema em página do "Jornal do Brasil" no ano de 1983, para o qual escrevia uma coluna semanal, é surpreendente pela sensibilidade com que, o também cronista , desenrola um diálogo com o personagem João Brandão a respeito do pouco compreendido e até mesmo mal falado movimento." E Grilo acrescenta que "ao fim da leitura do conto e xerocado as páginas deste "Fio de prosa" fui ao encontro do meu amigo Jota Pingo, ator, diretor teatral e agitador cultural, um ícone de Brasília com uma biografia respeitável e membro de uma família de artistas, para conversar sobre cinema e coisas afins. Estando muito empolgado com a idéia da realização de uma adaptação em forma de curta metragem e promovendo na casa do "Pingão" muitos shows de punk rock, heavy metal e outro gêneros musicais no então Cine teatro Grande Otelo, que ficava no Mercado Cultural Piloto, Jardim Botânico - DF, e em meio a mostras de cinema e teatro, exposições de artes e festas que aconteciam no local, percebia que tudo estava ali e era só começar a dirigir o curta."
Ainda segundo o diretor, "Rita Andrade entrou em contato com os representantes do poeta e contando nossa história, conseguiu a liberação dos direitos do conto. Mas um grande cara estava para se juntar a essa trupe cultural. Em 2011, em show da lendária banda punk "Olho Seco" na C. T. Grande Otelo, recebemos a visita do Ariel Invasor, figuraça da cultura paulistana, conhecido por ser o vocalista da primeira banda punk rock do Brasil, Resto de Nada (1978), e na ocasião se hospedando na minha casa, mostrei o conto a ele. A identificação foi total e não pude deixar de notar que vestindo-o com roupa sociais e óculos ficaria um ótimo Carlos Drummond. Ariel é um desses caras com forte visão cultural e tem facilidade com a palavra, não se fez de rogado e topou participar do projeto."

domingo, 25 de junho de 2017

Lançada a coletânea Mosh Like a Blasfemme

Hoje é um dia especial para o Blog Tosco Todo, que completa mais de 100.000 acessos. Pode parecer pouco para algumas pessoas, mas eu sei que não é fácil manter isso aqui funcionando, sem nenhum apoio, sem publicidade, nem nada. Mas sei que estou fazendo o que posso e acredito! E pra comemorar esse número expressivo, vamos de notícia bacana no underground! Uma coleta com bandas com meninas/mulheres em suas formações e produzida aqui no sudoeste baiano.
Os coletivos "Mosh Like a Girl" (Vitória da Conquista-Ba) e "Underground Blasfemme" (Brumado-Ba) lançaram recentemente a Coletânea "MOSH LIKE A BLASFEMME", que conta com 14 bandas, como Anti Corpos, Mórficos, Socialphobia, Manger Cadavre?, Arandu Arakuaa, dentre outras. A arte gráfica foi feita por Jess Cordeiro (Libertinus Records). O encarte da coletânea é em envelope, com mídia comum, acompanhado de um zine em seu interior.
Segundo a página do Coletivo Mosh Like a Girl: "Não vamos parar por aí, pretendemos promover eventos, mais lançamentos e a coletânea nos ajudará nesse processo, essa é a principal intenção, nos estruturar cada vez mais, ganhar mais espaço para que o grito do subterrâneo feminino ecoe cada vez mais alto no sudoeste baiano."
A coletânea custa R$ 5,00 + o valor do frete. Interessados na coletânea que moram nas cidades de Vitória da Conquista e Brumado - Bahia a entrega pode ser feita pessoalmente. Para Distros e Selos interessados em distribuir, preços diferenciados.
Maiores informações:

sábado, 24 de junho de 2017

Liberado documentário sobre Ariel, ícone do Punk do Brasil

 
Foi disponibilizado ontem, no canal do diretor Marcelo Appezzato, o documentário SEMPRE PELAS RUAS, que fala sobre a trajetória do poeta, músico e ativista punk Ariel Ulliana, ex-Inocentes e vocalista das bandas Restos de Nada e Invasores de Cérebros. Ariel é uma figura importante no nascimento do punk no Brasil, e que até hoje vivencia o punk rock na sua essência.
Em 2015, durante uma turnê da Cama de Jornal por São Paulo, tivemos a honra de ficarmos hospedados na casa de Ariel, e fomos muito bem recebidos por ele e por Tina, sua companheira de todas as horas. Uma experiência única para mim, poder vivenciar histórias dos primórdios do movimento punk no Brasil. Ariel tem um acervo imenso de fotografias, cartazes e panfletos dessa época, e ficávamos horas vendo tudo isso. E no documentário você pode ver isso e muito mais. Agora quando vejo, durante o documentário, Ariel com uma camisa da Cama de Jornal, percebo que tudo que fizemos e vivenciamos naquele dia em sua casa valeu muito a pena!
Dê o play e conheça mais sobre a história desse ÍCONE do Punk brasileiro!!!

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Entrevista com Lecão do programa Vida Punk

O papo de hoje é com Lecão, vocalista da banda Amnésia Coletiva, e apresentador do programa Vida Punk, exibido no YouTube, com entrevistas, clipes e informações sobre shows e lançamentos do underground punk rock hardcore nacional. Lecão é um cara que sempre tá nos corres, antes ele tinha um programa de rádio, que agora migrou para o YouTube. Se liga na entrevista e assista as edições anteriores do programa aqui no Tosco Todo!!!
Você é o vocalista do Amnésia Coletiva, tinha um programa de rádio, o Vida Punk, que agora virou um programa de vídeo no youtube? Onde tu arruma tempo pra agilizar tudo isso?
Lecão - Primeiro queria agradecer essa oportunidade de estar aqui mais uma vez, a primeira foi com a banda Amnésia Coletiva e agora estou aqui para falar do programa Vida Punk.
Antes o programa era em formato de rádio na web, na rádio Palco Vale, mas a emissora parou com as atividades e as pessoas me cobravam do programa Vida Punk, ai como não sei fazer uma web rádio, resolvi fazer em formato de vídeo e a galera gostou mais dessa forma. Agora onde eu arrumo tempo? É a paixão e amor em fazer o que você gosta que faz sobrar um pouco de tempo, e aproveito que a banda Amnésia Coletiva está sempre tocando em uma pá de lugares, ai fica mais fácil de fazer as entrevistas com as bandas.

Outro dia a gente estava conversando sobre o movimento punk, e cheguei a conclusão que hoje em dia é mais um movimento musical do que de contestação, de ação direta. O que você acha que pode mudar esse cenário?
Lecão - Isto é uma verdade, hoje a turma está curtindo o movimento e não lutando por um ideal. E para mudar tudo isso temos que prestar mais atenção nas letras das bandas, mas existe muita gente fazendo algo, cada um fazendo ao seu modo.
Precisamos nos unir para fazer esse movimento Punk que eu amo tanto ser bem mais organizado. Assim seremos fortes, Sempre.

Será se o punk se afastou da periferia, perdendo espaço para o Hip hop e o Rap? Como conquistar novamente esses espaços?
Lecão - O Rap e o Hip Hop vem crescendo sim, de forma consciente que é uma boa, mais estes últimos anos em SP, Capital e interior, eu estou vendo o Punk retomando seu espaço com grandes festivais, shows com mais de 20 bandas. Resumindo, estamos migrando para outro lugares, só falta lugares na periferia funcionado como oficinas culturais etc...que isto sempre foi o punk de verdade.

O que te levou a fazer esses programas, na época da rádio, e agora no youtube?
Lecão - Quando o Claudio do PSHC e o Julio Cruz, da web rádio Palco Vale, me chamou eu aceitei pois era a oportunidade de rolar som de Punk, pois é muito difícil o nosso estilo de musica ter um espaço. E agora com formato de vídeo ficou mais interessante, pois estava cansado de ver sites usando o nome de Punk e dando noticia de Fresno, NXZero, etc...que para mim não tem nada a ver com o verdadeiro Punk Rock. Aqui no Vida Punk, o Punk Rock é levado a sério.
Vida Punk - Assista aqui todos os programas no YouTube
Eu tenho esse blog, você tem o canal no YouTube. Acredito que essa união que faz com que a cena desenrole e atinja um público maior. Você não acha que tá faltando mais união pra fazer o punk HC atingir um público fora da cena underground?
Lecão - Com certeza, como já falei, temos que ser mais unidos, assim construiremos algo bem maior. E aproveitando o espaço aqui do seu Blog que tem uma puta visibilidade, deixo em aberto para sites, blogs, etc...para aqueles que quiserem copiar o link do programa e agregar junto ao seu trabalho, é só entrar em contato comigo, pois as parcerias são sempre bem vindas.

Lecão, agradeço a atenção, e parabenizo você mais uma vez por fazer essas correrias, seja com sua banda ou divulgando outras. O espaço é todo seu, pra falar sobre algo que não foi contemplado nessa entrevista!
Lecão - Eu que agradeço, espero ter você no meu programa, pois vejo um cara batalhador que faz muito para o Punk Rock não só ai em Vitória de Conquista, mais sim para o Punk Rock nacional.
E o que eu tenho a dizer para as bandas interessadas na divulgação no programa Vida Punk, é para entrarem em contato no Face, estou com o nome normal pois eles fizeram eu tirar meu apelido, procura lá Alex de Castro Querido, ou deixa os comentários no link dos programas Vida Punk. Estamos ai para divulgar sua banda de Punk.
O programa vai ao ar de 15 em 15 dias e o próximo do dia 15 de maio será com O SATÂNICO DR. MAO E OS ESPIÕES SECRETOS, mais conhecido como Mao dos Garotos Podres. Já temos entrevista gravada com Filhos de Inácio, Lobotomia. Entrevista com Clemente da banda Inocentes. 
Então peço a galera que acompanhe nosso programa, se inscreva-se em nosso canal, curta, compartilhe e vamos todos juntos por um movimento mais forte.
Mais uma vez muito obrigado pela oportunidade cedida, e encontro vocês no programa VIDA PUNK, ONDE O PUNK ROCK É LEVADO A SÉRIO PORRA.