segunda-feira, 8 de maio de 2017

Entrevista com Lecão do programa Vida Punk

O papo de hoje é com Lecão, vocalista da banda Amnésia Coletiva, e apresentador do programa Vida Punk, exibido no YouTube, com entrevistas, clipes e informações sobre shows e lançamentos do underground punk rock hardcore nacional. Lecão é um cara que sempre tá nos corres, antes ele tinha um programa de rádio, que agora migrou para o YouTube. Se liga na entrevista e assista as edições anteriores do programa aqui no Tosco Todo!!!
Você é o vocalista do Amnésia Coletiva, tinha um programa de rádio, o Vida Punk, que agora virou um programa de vídeo no youtube? Onde tu arruma tempo pra agilizar tudo isso?
Lecão - Primeiro queria agradecer essa oportunidade de estar aqui mais uma vez, a primeira foi com a banda Amnésia Coletiva e agora estou aqui para falar do programa Vida Punk.
Antes o programa era em formato de rádio na web, na rádio Palco Vale, mas a emissora parou com as atividades e as pessoas me cobravam do programa Vida Punk, ai como não sei fazer uma web rádio, resolvi fazer em formato de vídeo e a galera gostou mais dessa forma. Agora onde eu arrumo tempo? É a paixão e amor em fazer o que você gosta que faz sobrar um pouco de tempo, e aproveito que a banda Amnésia Coletiva está sempre tocando em uma pá de lugares, ai fica mais fácil de fazer as entrevistas com as bandas.

Outro dia a gente estava conversando sobre o movimento punk, e cheguei a conclusão que hoje em dia é mais um movimento musical do que de contestação, de ação direta. O que você acha que pode mudar esse cenário?
Lecão - Isto é uma verdade, hoje a turma está curtindo o movimento e não lutando por um ideal. E para mudar tudo isso temos que prestar mais atenção nas letras das bandas, mas existe muita gente fazendo algo, cada um fazendo ao seu modo.
Precisamos nos unir para fazer esse movimento Punk que eu amo tanto ser bem mais organizado. Assim seremos fortes, Sempre.

Será se o punk se afastou da periferia, perdendo espaço para o Hip hop e o Rap? Como conquistar novamente esses espaços?
Lecão - O Rap e o Hip Hop vem crescendo sim, de forma consciente que é uma boa, mais estes últimos anos em SP, Capital e interior, eu estou vendo o Punk retomando seu espaço com grandes festivais, shows com mais de 20 bandas. Resumindo, estamos migrando para outro lugares, só falta lugares na periferia funcionado como oficinas culturais etc...que isto sempre foi o punk de verdade.

O que te levou a fazer esses programas, na época da rádio, e agora no youtube?
Lecão - Quando o Claudio do PSHC e o Julio Cruz, da web rádio Palco Vale, me chamou eu aceitei pois era a oportunidade de rolar som de Punk, pois é muito difícil o nosso estilo de musica ter um espaço. E agora com formato de vídeo ficou mais interessante, pois estava cansado de ver sites usando o nome de Punk e dando noticia de Fresno, NXZero, etc...que para mim não tem nada a ver com o verdadeiro Punk Rock. Aqui no Vida Punk, o Punk Rock é levado a sério.
Vida Punk - Assista aqui todos os programas no YouTube
Eu tenho esse blog, você tem o canal no YouTube. Acredito que essa união que faz com que a cena desenrole e atinja um público maior. Você não acha que tá faltando mais união pra fazer o punk HC atingir um público fora da cena underground?
Lecão - Com certeza, como já falei, temos que ser mais unidos, assim construiremos algo bem maior. E aproveitando o espaço aqui do seu Blog que tem uma puta visibilidade, deixo em aberto para sites, blogs, etc...para aqueles que quiserem copiar o link do programa e agregar junto ao seu trabalho, é só entrar em contato comigo, pois as parcerias são sempre bem vindas.

Lecão, agradeço a atenção, e parabenizo você mais uma vez por fazer essas correrias, seja com sua banda ou divulgando outras. O espaço é todo seu, pra falar sobre algo que não foi contemplado nessa entrevista!
Lecão - Eu que agradeço, espero ter você no meu programa, pois vejo um cara batalhador que faz muito para o Punk Rock não só ai em Vitória de Conquista, mais sim para o Punk Rock nacional.
E o que eu tenho a dizer para as bandas interessadas na divulgação no programa Vida Punk, é para entrarem em contato no Face, estou com o nome normal pois eles fizeram eu tirar meu apelido, procura lá Alex de Castro Querido, ou deixa os comentários no link dos programas Vida Punk. Estamos ai para divulgar sua banda de Punk.
O programa vai ao ar de 15 em 15 dias e o próximo do dia 15 de maio será com O SATÂNICO DR. MAO E OS ESPIÕES SECRETOS, mais conhecido como Mao dos Garotos Podres. Já temos entrevista gravada com Filhos de Inácio, Lobotomia. Entrevista com Clemente da banda Inocentes. 
Então peço a galera que acompanhe nosso programa, se inscreva-se em nosso canal, curta, compartilhe e vamos todos juntos por um movimento mais forte.
Mais uma vez muito obrigado pela oportunidade cedida, e encontro vocês no programa VIDA PUNK, ONDE O PUNK ROCK É LEVADO A SÉRIO PORRA.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Renegados lança CD Futuro sem cor

A banda Renegados, de Vitória da Conquista, acaba de lançar seu mais novo CD. Intitulado "Futuro sem Cor", esse é o segundo material da banda. Conversei com Dani, vocalista, e ele falou um pouco sobre a história da banda como também sobre o lançamento do CD. Se ligue e ouça aqui no Tosco Todo!!!
A banda é de 2000, mas durante esse tempo, mudou bastante de formação e até deu uma pausa nas atividades depois do lançamento do primeiro CD. O que levou a isso e qual a motivação para a volta e o CD novo?
Dani - Na verdade a ideia da banda nasceu em 2000, logo após ter conhecido Xuxa (Filemon), mas só veio mesmo ser posta em prática no início de 2001. Após a estreia da banda em março de 2002, na Festa da Babilônia 2, e depois disso vivemos um momento muito intenso de apresentações. Na formação original era eu o vocal, Xuxa (baixo), Marcio Ventríloquo (guitarra) e Cessar (bateria). Só que na bateria não parava ninguém por muito tempo e a banda estava constantemente buscando o baterista que se enquadrasse no perfil do grupo. Depois da gravação do primeiro CD ouve também outras mudanças na formação e começou a complicar a coisa quando eu tive que ir trabalhar e morar em outra cidade, então começou a diminuir a quantidade de shows por conta disso, mas ainda assim seguimos com a banda até que tive que me mudar para Bom Jesus da Lapa e devido a distância não possibilitar os ensaios cheguei a pedir que Xuxa seguisse com a banda,pois para mim ficaria inviável. Xuxa chegou a tentar assumir os vocais para seguir, mas depois desanimou e disse que essa não era a sua praia e com isso a Renegados chegou a acabar em 2008. Cheguei a tocar em uma banda punk na Lapa, (Ratoeira), mas surgiu a oportunidade de voltar para Conquista e não pensei duas vezes.
Em setembro de 2012, ao retornar para minha city natal, procurei Xuxa , Beto e Reinan (ultima formação da banda até então), e marcamos um show de “Reunião" na Festa da Babilônia 3 (março de 2013), que aconteceu na Casa Fora do Eixo. Seria a primeira tentativa de voltar com a banda, mas esbarramos em um outro problema, o fato que Xuxa já havia se mudado para Salvador e não poderia continuar na banda.
Enquanto esperava que ele mudasse de ideia e voltasse para os Renegados, resolvi criar uma banda cover dos Garotos Podres (Mais Podres) e convidei Niel, Reinan e Anderson para o projeto que chegou a se apresentar em dois eventos: (Autonomia é o Caminho e Rock na Serra).
Como Xuxa resolveu que não voltaria para a banda por não poder morar em Conquista resolvi convidar Christian para guitarra, Niel para o baixo, Reinan seguia na bateria e eu nos vocais. Assim se formou a “nova era Renegada”. Fizemos um retorno muito bacana no evento “A CONQUISTA DO ROCK” que rendeu um DVD ao vivo do qual participamos juntamente com outras 5 bandas. Como já estávamos com várias músicas prontas, decidimos lançar um novo trabalho já com a cara da nova formação o que resultou no CD “FUTURO SEM COR”.

Dois integrantes marcantes da banda foram você e Filemon "Xuxa" Júnior, que foram os que mais tempo ficaram na banda, sendo inclusive os fundadores da Renegados. Mas Xuxa se mudou pra Salvador. Como foi pra você botar a banda pra frente sem esse grande companheiro? E como tem sido a adaptação com os novos integrantes? 
Dani - Cara, tocar a banda sem Xuxa foi a decisão mais difícil em toda a trajetória da banda, pois embora o nome da banda e quase todas as letras sejam minhas, ele foi o grande parceiro que apoiou e mergulhou de cabeça nessa viagem, onde com a banda passamos por muitos momento loucos juntos, que chego a dizer que marcou pra valer as nossas vidas. Daí então, me vi, na responsa de tocar a banda sem ele, por conta de estar morando em salvador e ter que ficar vindo ensaiar e tudo mais.
Enfim! Tive a sorte de encontrar dois caras muito bacanas (antigos integrantes da banda Atestado de Pobreza) e juntar com o velho companheiro Reinan, que já tocava na última formação e conseguimos embarcar todos nessa nave Renegada mais uma vez na história.

A Renegados já tinha um CD lançado em 2002 chamado "Miséria e Corrupção - A verdadeira face do país: A ordem dos miseráveis, O progresso da corrupção". Agora a banda lança "Futuro sem cor". Tem como traçar um paralelo entre esses dois materiais? Qual a temática desses dois discos?
Dani - O primeiro disco tinha como título principal “MISÉRIA E CORRUPÇÃO” e o subtítulo, "A verdadeira face do país: A ordem dos miseráveis, O progresso da corrupção". e foi um CD mais cru, embora as letras sempre atacando a classe política e a crise social brasileira que também prevaleceram no segundo CD “ Futuro Sem Cor”.
No primeiro tivemos o privilégio de sermos comentados na extinta revista Rock Brigade e a crítica não foi uma das piores em relação as demais bandas que mandavam seus materiais (rsrsrs), mas foi um disco forte e que colhemos frutos até hoje, 15 anos após, por terem rendido alguns clássicos conhecidos atualmente pela cena.
Já o disco FUTURO SEM COR que acabamos de lançar, acredito, ter vindo com letras ainda mais fortes e com temas que certamente serão lembrados por muitos nos próximos anos, pelos temas tão enraizados no Brasil e no mundo. Acredito que esse CD novo vai interessar para muita gente do seguimento por reunir músicas com críticas mais consistentes ao sistema em que vivemos.

A banda fez o lançamento do novo CD no festival Overdose de Rock 3. Como foi a receptividade do público para as novas músicas da Renegados? Vocês já tocavam essas músicas nos shows, ou eram inéditas para o público?
Dani - O publico respondeu muito bem e a crítica tem sido positiva em relação a qualidade do novo trabalho, já tocamos as músicas em eventos anteriores, embora apenas no “Overdose de Rock 3” chegamos a tocar todas as faixas do CD novo.
Compre Aqui o CD Futuro sem cor
E agora, qual a expectativa com esse CD em mãos? Viajar pelo Brasil está nos planos? Um DVD? O que esperar da Renegados a partir de agora?
Dani - Caracas!!! Na verdade, acho que o nosso plano é não ter plano (rsrsrsrs). Vamos deixar a coisa acontecer e aproveitar o máximo das oportunidades que surgirem, talvez gravar um clipe, também ficaremos de olho nos shows fora da city que forem viáveis e tentar expandir o máximo possível esse novo trabalho. Mas uma turnê seria bem vinda.

Sou fã da Renegados, que foi uma das bandas que me influenciaram a ter uma banda de punk rock, você sabe disso. Agradeço demais a atenção, desejo sucesso nos seus projetos e o espaço é de vocês;
Dani - Valeu caro Nem, eu que agradeço a oportunidade e o apoio do selo Tosco Todo em divulgar o nosso trabalho e abraçar a nossa causa. E quero deixar claro que é muito bacana ter você como fã dos Renegados, um cara que tem uma grande história no punk rock da Bahia e uma banda que tanto contribuiu para que essa cena continue a existir em vitória da conquista e região. Nós que agradecemos a atenção em especial pela banda Renegados HC. Enfim, vamos que vamos pela atitude!
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segunda-feira, 27 de março de 2017

Contaminador Social lança Pax Tibi

Contaminador Social é uma banda de Pouso Alegre-MG que faz um som Rapcore/HC. Com influências de Punk 77, Punk nacional, Hardcore, Rap Core e Hip Hop, a banda acaba de lançar a demo "Pax Tibi", que significa "Fique em paz", com 4 músicas. Três delas foram gravadas no estúdio Rota 976, e a faixa "Não sou Jesus" foi gravada de forma caseira. Formada por Goiaba nos vocais, Jahjah na guitarra, Girilo no baixo e Demétrio na bateria, a banda disponibilizou a demo para audição e download. Ouça aqui no Tosco Todo.
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sexta-feira, 24 de março de 2017

Cianeto HC lança Estilhaços

Diretamente de Teresina, a banda de hardcore Cianeto HC lança o EP ‘Estilhaços’, segundo material do quarteto formado por Heitor Matos (vocal), Pablo Vinícius (bateria), Valciãn Calixto (baixo) e Robervan Sousa (guitarra), que em 2016 estreou com ‘Decair’.
Cianeto HC de Terezina-PI
O grupo que participa do coletivo Geração TrisTherezina, só reforça o quanto é característico para essa nova turma do Piauí o flerte com diversos ritmos sem preconceito algum, haja visto que no ep Decair, a Cianeto traz um ska e aplicações de funk e reggae. Ouça aqui no Tosco Todo!


quarta-feira, 22 de março de 2017

Entrevista com Ricardo da banda Rua 25

O papo de hoje é com Ricardo Ruas, vocalista da banda punk rock Rua 25, da cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. A banda lançou o EP "Barricada e Molotov", e além de falar sobre isso, Ricardo nos conta também como anda a cena na região. Leia e ouça aqui no Tosco Todo!
Ricardo - Vocalista da banda Rua 25
A primeira curiosidade é em relação ao nome da banda. De onde tiraram esse Rua 25?
Ricardo Ruas - Muitos tem essa curiosidade mesmo...rsrs...mas na real, a Rua 25 fica em um dos bairro mais violentos aqui de Guaratinguetá, além de ser uma biqueira, era a única asfaltada na época, hoje o bairro está um pouco mais tratado e o curioso que muitos faziam um corre do barato, então ficava aquela; vamos na Rua 25 buscar um barato e tal...rs...aí certo dia, virei para um amigo meu que fazia um som com a gente e falei; Tá aí, velho, Rua 25 é um nome massa pra banda! Aí ficou...rsrs...Essa Rua 25, é o retrato do nosso Brasil, é o espelho da nossa sociedade, igual a ela tem várias, milhões.
Rua 25: Silmar (Guitarra), Jonas (baixo), Gabriel (bateria) e Ricardo (vocal).
O Rua 25 foi formado em 2001 em Guaratinguetá. Como era a cena naquela época?
Ricardo Ruas - Em geral, a cena punk de Guaratinguetá sempre foi muito fraca, exceto na década de 80, que o punk nacional estava mais em evidência com muitas bandas, aí rolou até alguns festivais, não só aqui, mas em Piquete, Pindamonhangaba, Cruzeiro. Mas no geral sempre foi muito fraca.

E hoje, como anda a movimentação por aí? Shows, bandas, o que tem rolado?
Ricardo Ruas - A movimentação em relação a gigs punks continua fraquíssima, ou zero por aqui, inclusive o Rua 25 é muito difícil fazer show aqui, tocamos mais quando nós mesmo organizamos, mas a falta de espaço é gritante, até mesmo a falta de público quando rola, é uma realidade triste porque gostaria de tocar muito mais com o Rua 25 aqui em Guará.
Em 2003 vocês criaram o próprio selo. Qual foi a necessidade disso?
Ricardo Ruas - O selo, "Quero uma festa Punk!" foi uma cooperativa entre duas bandas, né, o Larx e o Rua 25. E a necessidade foi para se organizar shows, divulgar as bandas, não só as nossas, mais da região em geral aqui do Vale do Paraíba, que inclusive tem muitas bandas boas mesmo e que merecem estar mostrando o seu trabalho.

Vocês também já fizeram shows com bandas importantes da cena nacional, e também com algumas bandas estrangeiras. Qual o show vocês não se esquecem?
Ricardo Ruas - O primeiro show do Rua 25 com uma banda de destaque do cenário mesmo foi em 2002, com o Cólera, aqui em Guará mesmo, e foi o que me marcou cara, porque o contato que tive com o Redson, de conhecer a simplicidade e humildade de um dos caras mais importante da história punk brazuca, foi o que me marcou e deu gás pra ter certeza que era aquele som mesmo que queria fazer, som de protesto.

A banda completa 15 anos lançando o EP “Barricada e Molotov”. Depois de tanto tempo, porque a banda não lançou nenhum CD completo?
Ricardo Ruas - Gravar um disco de 10, 12 músicas ou mais, as vezes o camarada nem escuta todas, fica meio maçante, aí você acaba queimando músicas. Pra falar a verdade cara, estúdio é uma chatice das grandes...rsrsrs...gravar seis músicas já quase que não aguento imagina um disco completo...rsrsrs...mas quem sabe gravamos um dia.


O Rua 25 Participou também de muitas coletâneas. Qual a importância desses lançamentos para a divulgação de uma banda no underground?
Ricardo Ruas - Cara, coletânea é sempre importante para as bandas, pois é uma vitrine, o seu trampo está ali sendo divulgado, e não deixa de ser uma união entre as bandas, o fazer acontecer, e tivemos a oportunidade sim de participar de bastante coletâneas, não só com bandas da região do vale como de São Paulo. O underground é isso na realidade, muitas bandas não conseguem divulgar seu trampo, gravar seu disco, aí junta várias bandas, racha as despesas, é assim que acontece.
Rua 25 - Outros Materiais - OUÇA AQUI.
O espaço é de vocês. Falem o que quiserem!
Ricardo Ruas - Queria agradecer em nome do Rua 25 o espaço aberto aí por você, no seu blog, que é importantíssimo para bandas estarem divulgando seu trampo. Nesses 15 anos nas ruas, resistência é a palavra que nos define, a palavra que resume nossa luta, e que enquanto existirem covardes, fascistas, o Rua 25 estará ai, protestando e levando o seu som a todos os cantos possíveis!
Ande pelas Ruas!

Contatos Rua 25:
Ricardo (12) 98852-3091

terça-feira, 14 de março de 2017

Entrevista com Popeye da Sertão Sangrento

O papo de hoje é com o Popeye, vocalista da banda de horror punk potiguar Sertão Sangrento. Com 13 anos de estrada, eles lançaram  no ano passado o primeiro CD chamado "Vidas Secas". E além de falar sobre esse lançamento, Popeye falou também sobre a trajetória da banda, cena nacional, influências e muito mais. Confira e ouça faixas do CD!
Popeye-Vocalista da Sertão Sangrento
A Sertão Sangrento surgiu em 2004. Quais foram as referências para vocês montarem uma banda de horror punk no Rio Grande do Norte?
Popeye-Ramones e Misfits e, em menor escala, Zumbis do Espaço. Já tínhamos todos tocado em bandas antes, inclusive juntos. Depois de muita cachaça o pessoal resolveu montar o Sertão com o intuito de engrossar as fileiras do horror punk nacional, já que naquela época eram poucas bandas.

Vocês são de Caicó-RN. Como era a cena por aí naquela época? Existiam outras bandas do mesmo estilo de vocês?
Popeye-Naquela época só tínhamos de horror punk em nosso minúsculo estado os Inquisidores, de Areia Branca. Nós surgimos depois, embalados pelos filmes de terror. E eu surgi depois ainda, em 2008. A banda mudou de vocalista e só, e de lá para cá eu tenho segurado esse trampo desde então.
Nossa cidade sempre foi movimentada quando o assunto é rock n roll. Existiam várias bandas, nenhuma de horror punk, porém todas muito boas, e acho que nós conseguimos influenciar bastante gente que nunca tinham ouvido falar no estilo por aqui.

Sobre a temática das letras de bandas de horror punk, que falam muito sobre mortes, massacres, muito sangue e tal, eu me lembro uma vez, em uma entrevista o vocalista Tor, do Zumbis do Espaço, falou que fazer uma letra desse tipo era como escrever um roteiro de um filme ou de uma história em quadrinho, que não era pra inguém ficar levando isso ao pé da letra. Mas no trabalho de vocês existe uma preocupação também com o cenário de descaso e morte na população nordestina. O que você tem a dizer sobre isso?
Popeye-Antes de tudo somos uma banda Punk, e a indignação, querendo ou não, acaba se fazendo presente nas letras, e isso sempre foi uma marca profunda de nossa banda. O lance do Zumbis do Espaço é mais inofensivo, tem a ver mais com diversão, e somente agora, a partir do álbum “Circo da Fé”, é que podemos notar algumas pequenas alfinetadas em suas letras, e falando nisso, eu nem considero muito o Zumbis do Espaço uma banda horror punk de verdade, eles estão mais para Rock n Roll, como o Tor mesmo sempre fez questão de dizer e de se afastar dessa cena que eles nem conhecem e nem ajudaram a crescer e se desenvolver. Já o nosso som, é mais perigoso, somos uma banda perigosa! Falamos de filmes de terror, mas em nossas letras vocês podem achar uma critica embutida que certamente deve desagradar alguns. Já em relação as músicas horror punk propriamente ditas, com monstros e assassinato, claro e evidente que não sairemos por ai fazendo coisas desse tipo, ao menos por enquanto...
Sertão Sangrento é: Death (Baixo), Ely (Guitarra), Markim (Bateria), Popeye (Vocal)
O CD tem o título de "Vidas Secas", que eu acredito que seja influenciado pelo romance de Graciliano Ramos, que retratava a familia de um vaqueiro em retirada do seu território, em busca de uma vida melhor para sua família. Qual o paralelo que podemos fazer entre aquela população rural do romance, ao conceito do CD de vocês?
Popeye-A música “Vidas Secas”, que dá nome ao álbum, e que inspirou a capa do nosso CD, pode responder essa pergunta. Ainda moramos no sertão, assolado ainda pela seca. Estamos passando por uma seca enorme, inclusive, desde o ano de 2011. Pouquíssimas chuvas, carcaças de animais na beira das estradas. A poucos dias eu fiquei mais de uma semana sem água em casa, tomando banho de “cuia”. O agricultor passando necessidade e o êxodo rural se repetindo. Os senhores de idade no interior ainda procuram cacimbas para aplacar a sede e crianças ainda morrem de fome. Você falou que o Tor disse que as letras do horror eram como a criação de um roteiro. Bem, está ai um baita de um roteiro de horror. O Glauber Rocha adoraria!

Ouvindo as faixas que a banda disponibilizou na internet, eu senti, em um momento, uma semelhança com o trabalho do Karne Krua, que também é uma banda nordestina, de hardcore, da cidade de Aracaju-SE, e que também fala muito sobre a situação do nordestino, mostrando a realidade que muitos não conseguem ver. Qual a mportância de trabalhos como esse de vocês e do Karne Krua, pra cena nacional?
Popeye-Eu sou um grande fã do Karne Krua, inclusive verei o show deles em março, juntamente com o GBH, e terei oportunidade de falar ao vocalista como a banda dele é legal e influente para muitas gerações de amantes do punk rock. Falar sobre esses assuntos, mesmo que os ricos e essa nova e asquerosa classe reacionária não gostem, é de extrema importância. As coisas não estão legais! Muito precisa ser mudado, esse rebanho de safados amantes do bolsonazi terão que escutar!

Vocês já tinham lançado um EP em 2010, mas o "Vidas Secas" é o primeiro trabalho em CD, e foi lançado pelo selo Microfonia. Como foi a produção desse material?
Popeye-Foi difícil. Gravamos tudo em 2015, mas só lançamos no ano de 2016 graças ao Adriano, guitarra do RottenFlies, e a Olga. Ambos comandam o Microfonia. Convidamos o Rotten Flies para tocar em Caicó, e no pós-rolê, regado a muita birita, lançamos a proposta para o Adriano, que ouviu o cd gravado dias depois e nos convidou para fazermos parte do Microfonia, selo extremamente profissional da Paraíba. Também conseguimos o apoio do selo “Universo Horror Punk”, de São Paulo. Depois de meses de espera tivemos o prazer de receber o disco em nossas mãos na ocasião do lançamento em João Pessoa, e ficou lindo!

A capa foi desenvolvida pelo Wendell Nark, um grande artista de Recife-PE. Qual foi o conceito que vocês pediram para que ele retratasse?
Popeye-Conheço o Wendell das antigas, de salas de punk rock no Mirc, trocamos muitas ideias das antigas e nos encontrávamos nos pogos do Abril Pro Rock (risos). Quando veio a oportunidade de lançar o CD, falei logo com ele, enviei a música “Vidas Secas” para ele sacar e disse mais ou menos a ideia que queria para o álbum, que seria a de retirantes que parecessem zumbis em uma romaria macabra rumo a um ídolo cristão deturpado, que pensei que seria a Virgem Maria, mas dai parece que ele pegou minha ideia e multiplicou por mil, e no fim saiu essa capa linda. Botou logo o cristo com uma caveira de boi no lugar da cabeça e uma conjunção astral agourenta.

Falando agora sobre a cena Horror Punk brasileira? Como anda? Quais as referências para vocês do estilo no Brasil?
Popeye-A cena continua pequena, e ainda tem panaca que abre a boca pra dizer que virou moda. Se tivermos 30 bandas de horror punk em atividade atualmente em todo território nacional, é muito. Isso é moda de onde?
As bandas em sua maioria são unidas, uma ajuda a outra. Claro que existe um ou outro desafeto em busca de fama, mas no geral somos praticamente irmãos. As bandas divulgam materiais umas das outras, o pessoal promove shows e assim vai.
Bandas nacionais que com certeza eu indico, e que estão em plena atividade são: Pesadelo Brasileiro e Difunteria (SP), Rádio Cadáver e Mary Zombie(PR), Cães Sarnentos (CE), Riveros e Inquisidores (RN), Dead Live (AM) e o Esquife (RS).

E agora, tem rolado muito convite para shows? Quais os planos? Turnê? Novo CD?
Popeye-Convites rolam de todos os lados, mas o undeground é difícil. Sabemos que para conseguirmos tocar de norte a sul teremos que armar a tour nós mesmo, procurar casas de shows e sair tocando durante um mês inteiro. Várias bandas amigas nossas já fazem isso a bastante tempo, e eu mesmo já ajudei a armar alguns shows por aqui de bandas que estão saindo do sudeste e vindo pra cá, portanto sei bem como é. É difícil para nós, mas não impossível. Vontade temos!
Sobre um novo cd, claro que vamos lançar, e já temos mais de 20 músicas prontas e o nome do próximo álbum também, mas por enquanto estamos focados em divulgar e escoar os CDs que temos, e isso pode levar um tempo.

O espaço é de vocês pra falarem sobre o que quiserem, ou sobre algo que não foi abordado até aqui, pode falar:
Popeye-Juntem-se a nós, façam uma banda horror punk! Não se preocupem com visual, isso é coisa de banda gringa. O nosso horror punk nacional é único, diferente de qualquer outro no mundo, e temos muito a nos orgulhar, e ainda muita coisa a fazer. Vejam bons filmes de terror e leiam livros e HQs. Preocupem-se em fazer músicas de qualidade, o resto virá, mais cedo ou mais tarde!
AO INFERNO, SENHORES!!

Contatos:.

terça-feira, 7 de março de 2017

Manger Cadavre? lança EP

A banda de hardcore crust Manger Cadavre? acaba de lançar seu mais novo EP intitulado "Revide". Com integrantes de cidades da região do Vale do Paraíba em São Paulo, o grupo vem indagar, com letras em português, questões cotidianas e lutar pelo fim da exploração. São seis sons que estão disponíveis para audição, então dê play e acompanhe a conversa que tive com a galera da banda!
Manger Cadavre?
Nata (vocal), Jonas (baixo), Marcelo Augusto (guitarra) e Marcelo Kruszynski (bateria).
Pra galera que não conhece ainda a banda, fale quando surgiu , de onde veio esse nome e quais as principais influências?
Manger Cadavre?: A banda começou como um sexteto em 2011, com integrantes de várias cidades do Vale do Paraíba, interior de São Paulo, mas em 2012 nos firmamos em 4 integrantes. Nossa proposta era trazer ao hardcore referências dos sons que gostávamos, aliando nossos ideias socio-políticos. O nome significa "Comer cadáver?". No início, tínhamos a proposta de libertação animal, paralela a luta pelo fim da exploração humana, mas resolvemos focar nesse segundo recorte com o passar o tempo. Nossas principais influências são Catharsis, Neurosis, Fall of efrafa, Disrupt, Napalm Death, Madball, Tragedy, entre outros.

A banda lançou recentemente um EP intitulado "Revide". Como foi o processo de gravação e produção? Teve apoio de algum selo? Vai ter um lançamento do material físico?
Manger Cadavre?: O "Revide" é o nosso trabalho mais maduro. Nos empenhamos em 6 meses de ensaios contínuos para podermos gravar ao vivo no Family Mob Studios em São Paulo. Esse é um trabalho especial, pois além da dedicação na composição, pagamos a gravação com dinheiro que arrecadamos com a venda de merchandising da banda. Foi difícil, foi suado, mas rolou e ficou além do que esperávamos. Ele está na fábrica e em breve teremos o físico que será lançado por 8 selos distribuídos pelo país.

Vocês cantam em português. Qual a importância disso e fale um pouco sobre a temática das letras?
Manger Cadavre?: Apesar do nome em francês, as letras são em português. Não que o vocal da Nata seja fácil de compreender, mas para a nossa proposta de som, que visa levar a consciência de classe, raça, gênero e orientação sexual, além de combater o fascismo, é importante que as letras sejam compreendidas pela molecada, nem que seja por meio do encarte.

Qual a expectativa a partir de agora?
Manger Cadavre?: Queremos tocar o máximo que pudermos! Mas em breve o som Bruxas da Noite terá um clipe que será produzido por um grande amigo nosso que está nos dando esse suporte.

Contatos:
Email mangercadavre@gmail.com
Ouça outros materiais aqui: Mangercadavre.bandcamp.com/

sábado, 4 de março de 2017

Chancho lança CD

Banda de Punk/Powerviolence de Natal, Rio Grande do Norte, o Chancho é um projeto formado em Janeiro de 2011 por Charliê (baixo e gritos) e Caroline (bateria).
Conversei com o Charliê, que me falou, dentre outas coisas,  sobre os as expectativas a partir desse novo lançamento.
Charliê e Caroline - Chancho
Como foi a produção e gravação desse CD?
Charliê - Faço todo corre de grana para custear a gravação e prensagem das capas.
A arte da capa foi feita pelo Wendell Nark de Recife/PE. Gravamos no Estúdio Mente Aberta em Santa Cruz/RN com a produção de Paulo Medeiros. Recebi um apoio dos selos: VELHO RABUGENTO E EFUSIVA. 

A banda é um duo? de onde surgiu essa idéia?
Charliê - Desde 2011, me mudei para Natal e iniciei o duo com o Chancho. Ouvia muito Spasm e pirei com a  lindeza!

Como é a criação dos sons, as temáticas da letras?
Charliê - Fiz tudo do instrumental com seus delírios, Caroline completa toda insanidade dançante. Falamos sobre drogas, exploração animal, política e veganismo.

Por ser um duo, fica bem mais fácil da banda circular pelo underground. Existe plano para uma Turnê pelo Brasil em 2017?
Charliê - Planos temos sim! Penso em viajar o mundo todo tocando. Temos novidades interessantes para 2017 que no momento certo vamos divulgar tudo.

ACOMPANHE CHANCHO NAS REDES SOCIAIS:
CONTATO DIRETO:
chanchosxe@outlook.com

sexta-feira, 3 de março de 2017

Banda Cianeto anuncia novo EP

Cianeto (Foto: Natália Gomes)
"Rosto de Deus" é o single que anuncia o segundo EP da banda de hardcore do Piauí, Cianeto.
A Cianeto integra o Geração TrisTherezina, coletivo/selo de Terezina-PI.
A banda estreou em 2016 com o EP "Decair" e é formada atualmente por Heitor Matos (vocal/letras), Pablo Vinícius (bateria), Robervan Sousa (guitarra) e Valciãn Calixto (baixo).
Curiosamente a música tem arranjos do baterista Pablo. “Pablo foi o último a entrar para a banda depois de sucessivas mudanças em nossa formação e, na verdade, ele é guitarrista, mas tem segurado a onda na bateria, daí que um dia ele mandou uma base que ele tinha feito e eu disse que ia compor uma letra para ela, deu nessa música que estamos usando para anunciar nosso EP que sai ainda este mês”, explica o vocalista Heitor.
"Rosto de Deus" conta ainda com o reforço de Chakal Pedreira, vocalista da lendária banda Obtus HC, participando dos vocais juntamente com Heitor no refrão. Baixe e ouça aqui no Tosco Todo!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Asteroides Trio lança EP com participação de Gabriel do Autoramas

Formiga, Leandro e Weasel - Asteroides Trio (Foto: Nádia Ramone)
A Asteroides Trio, banda de rockabilly paulista, acaba de lançar o seu mais novo EP que tem a participação de Gabriel Thomaz, vocalista e guitarrista do Autoramas, na faixa “Verônica Biônica”. Sobre essa participação, Leandro Franco, vocalista do Asteroides Trio, explica: "Gabriel foi num show da gente em 2014, se não me engano, no Inferno Club. Gostou do nosso som  autoral e a partir desse dia mantivemos um pequeno contato pela internet. Mostrei a música para ele, composta no violão ainda e ele se ofereceu para gravar conosco. Na base da camaradagem." 
Leandro, Gabriel Thomaz e Formiga.
O EP conta ainda com a faixa “Pelas Ruas”, escrita pelo baixista Weasel Rocker na década de 90 e que foi refeita no estilo do Asteroides, com os vocais do guitarrista Cláudio Formiga.
A música “Nancy, vamos para casa”, que é uma homenagem à Nancy Spungen, namorada de Sid Vicious, foi uma das primeiras composíções da banda em 2006. No EP foi regravada com baixo acústico e novos arranjos na guitarra.
“O último dos moicanos”, finaliza o EP e conta um pouco sobre dramas adolescentes vividos pelos próprios integrantes da banda.
Segundo Leandro, "o EP demorou cerca de 6 meses para ser gravado. Gravamos no Hot Jail Estudio em São Bernardo do Campo, com produção do Joe Marshall (Bad Luck Gamblers)".
E sobre a possiblidade do EP virar um CD completo, Leandro diz: "A ideia é lançar um CD físico até meio do ano com mais músicas e um compacto vinil com 4 músicas. Ainda pretendemos gravar no estúdio junto com o Barata do DZK e mais sons autorais."
Então ouça o novo EP do Asteroides Trio aqui no Tosco Todo!

domingo, 8 de janeiro de 2017

Entrevista com a banda Rapadura do Nordeste

Sempre recebo alguns releases de bandas que não se "enquadram" no perfil do blog Tosco Todo. Algumas poucas eu abro a exceção e publico por aqui, como foi o caso das bandas Old Stove e da Branco ou Tinto. Também recebo alguns materiais de bandas que mesclam estilos diversos ao som que fazem. Esse ultimo perfil, é o caso da banda Rapadura do Nordeste. Formada em Salvador, eles misturam batidas do rock, com letras de protesto que se encaixariam em qualquer banda de punk rock, com uma forma de cantar tipicamente nordestina. Recentemente lançaram um EP, e conversei com a banda sobre isso e sobre a história da banda. Acompanhe aí!

Da esquerda p/ direita; Uiá (guitarra) Tonka (baixo), Melado (batera), Sinho (voz) e Tim (voz)
A banda surgiu em 1998, parando de tocar alguns anos depois. Nos fale um pouco dessa época. E porque a banda ficou tanto tempo fora do circuito?
A banda surgiu no bairro do Beirú, Tancredo Neves, tínhamos entre 13 e 16 anos na época, acho que o mais novo na época era Uiá (guitarrista), que também já entrou depois , mas nesse período a banda passou por diversas formações, coisa de adolescente mesmo. Um entrava, depois saia. Todos eram amigos e somaram imensamente com o som. Tem um pouco de todos.
Depois de certo tempo, as condições adversas inviabilizaram o projeto. Mudança de cidade, compromissos que chocavam com os horários, desinteresse de alguns, falta – principalmente – de estrutura como um todo. Afinal, alem de tudo, somos uma banda de origem humilde, raízes na resistência. Então na época, tínhamos nossas limitações. A banda fez algumas apresentações nesse período, em eventos legais da época como no "Chá da lua", Festival da Aldeia hippie de Arembepe, Ex-passo Cultural, etc...

Agora a banda voltou à ativa, com um EP lançado no final do ano passado. De onde surgiu a ideia desse reencontro entre vocês?
A ideia surgiu de certa forma pelo acaso. Depois de muitos anos parados, cada um com seus trâmites de vida, tínhamos os contatos um dos outros, pois acima de tudo, sempre fomos amigos de infância e de ideais. Mas faltava uma peça para as coisas catalisarem, apesar de não contarmos com isso. E depois de anos, retomamos algumas conversas, contatos, e fomos amadurecendo a ideia de nos juntarmos por diversão, sem compromisso. Como se fosse nosso "baba" quinzenal, e as coisas foram se encaixando. Então tivemos a ideia de expor um pouco do nosso som. Ver como as coisas andam.
Quais as principais influências, seja na musicalidade, quanto nas letras?
Influências? Tudo que a gente ouve né, principalmente na fase de adolescente. Pô, essa é a fase que se molda muito da personalidade e do gosto musical também.
Ouvíamos de tudo, desde samba a grindcore, do baião ao funk. Tim Maia, Raul, Gonzaga, Novos baianos. E fora as bandas dos anos 90. Vixe, ai ouvíamos muito. As letras como não podiam deixar de ser, era pura contestação. É justamente isso. Contestação social, ser argumentativo. Fazer e se fazer refletir. Às vezes imaginamos que as coisas poderiam ser melhor como um todo se as pessoas se permitissem refletir mais intensivamente sobre o que acontece.

Como foi a produção desse EP? Teve o apoio de algum selo ou foi independente?
Independente, claro. Gravamos tudo no estúdio Z6, do nosso amigo de longa data, Paulinho Marola (Ex-Diamba, atual Fayamará) que sempre foi uma forte referência para todos nós. Devemos muito a ele nessa etapa.
O EP veio da ideia de registrarmos nosso material, mas de uma forma amadora, só pra gente mesmo. Gravamos uma faixa por canal (pista) e fizemos quatro ao vivo, no groove. Alguns amigos gostaram do material e botaram a pilha. E nós comemos. O resultado tá aí. Lógico que é uma gravação "demo", mas da pra entender um pouco da proposta. Mais pra frente, vamos gravar essas ao vivo como gravamos a outra primeira faixa. Planos futuros.

Existe a possibilidade de vir um CD completo agora?
Nesse semestre, queremos entrar em estúdio para gravar algumas músicas com uma qualidade final melhor, temos algumas ideias e realmente falta um pouco de tempo. Mas a possibilidade sempre existe, quem sabe aparece alguém interessado em investir e possibilita de uma forma mais estruturada.

É bem complicado viver de rock and roll na Bahia. Geralmente quem tem banda, precisa ter outro emprego para pagar as contas. Como é isso com vocês?
É exatamente isso ai, ninguém vive só de musica aqui. Na verdade é nosso hobby. Cada um tem sua profissão... roadie, serigrafista, taxista, professor. Mas estamos aqui, firme e forte. Na resistência.

O espaço é de vocês, fiquem a vontade pra dizer o que quiserem!
Queremos agradecer muito a oportunidade concedida, acho excelente a ideia de ter algumas pessoas que não deixam o cenário alternativo abandonado. Sempre existiu essas limitações de divulgação e sempre tem os que resistem.
Quem não conhece a Rapadura do Nordeste, terá ótimas oportunidades agora em janeiro. Vamos tocar hoje no Buk Porão (Pelourinho), dia 10 no Irish Pub (Rio Vermelho), ambos os eventos com a entrada livre. Tem uma data que ainda não esta confirmada, mas creio que seja entre 18 e 21/01 no 30 Segundos Bar (Rio Vermelho) e dia 28/01 em Itapuã.. Em Abril temos um evento também já confirmado, mas isso é mais pra frente. Estamos sempre abertos a propostas, buscando oportunidades e vendo o que pode ser feito.



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Entrevista com a banda Lascados

O papo de hoje é com Lucas (vocalista/guitarrista) e Leandro (baterista), da banda Lascados, da cidade de Anápolis-GO. Conversamos sobre o EP "Chinese Lasquera", lançado ano passado. Eles falam ainda sobre influencias musicais, shows e a cena local. Confira!
A Lascados foi formada em 2012 na cidade de Anápolis-GO. Como era ter uma banda de rock underground na cidade quatro anos atrás? E como anda a cena local hoje em dia?
Lucas - Primeiramente obrigado aí pelo espaço, Nem, muito bom para nós estarmos respondendo essa entrevista aí. Há 4 anos atrás, tava muito forte a cena rock underground da cidade, bandas em evidência, eventos em dois, três lugares dentro da cidade no fim de semana. E hoje a cena anda um pouco mais fraca, mas ainda ntecendo eventos undergrounds, só que com menos frequência do que 4 anos atrás, sendo uma vez por semana e normalmente em um ou no máximo dois locais.

Durante esse tempo a banda mudou a formação. O que faz com que a maioria das bandas mudem de formação com tanta frequência?
Lucas - Questões pessoais foram o que motivou a saída de quase todos os três integrantes (Junio que fundou a banda junto comigo, Luís Fernando e Humberto) que passaram pela banda, exceto o Humberto (ex-baterista da banda) que saiu por questões de buscar carreira musical, e conseguiu tocando música clássica na orquestra jovem do estado. Mas todos continuarmos sendo amigos e sempre topando aí pra conversar.

A Lascados lançou em Agosto de 2016 o EP "Chinese Lasquera". De onde tiraram esse nome?
Lucas - Por conta da gravação do EP estar demorando muito por falta de grana nossa, a gente lembrou da demora do Guns and Roses para lançar o "Chinese Democracy" e fizemos essa paródia com eles e com nós mesmos por termos enrolado demais para ter lançado esse nosso material, sendo que começamos ele em março de 2015, demorando mais de 1 ano para terminarmos e lançarmos ele.

Como foi a produção desse EP?
Lucas - O material foi produzido em dois estúdios, no início das gravações, o Leandro gravou a bateria de 3 músicas no Estúdio Sonoro, e o Luís Fernando (baixos/vocais) e eu, gravamos as guitarras e os baixos das três músicas no Blastbeat (casa do Guilherme, guitarrista do Mugo, Heretic, Spiritual Carnage). Seria lançado só com três faixas, só que no fim do ano, a idéia do título do nosso EP seria "Importância alheia zero", que era uma de nossas músicas mais novas. Resolvemos gravar ela também, contudo demoramos de fazer essa gravação porque não conseguimos ajustar horário para gravarmos no Estúdio Sonoro. Então o Leandro gravou ela no Estúdio Fantom (Giovanni), e gravamos as guitarras e baixos na casa do Guilherme, e as vozes das 4 faixas gravamos no Fantom também.


No meio da gravação do EP, houve a saída de um dos integrantes. Ele chegou a gravar o material completo, ou deixou sem terminar?
Lucas - Ocorreu a saída do Luís Fernando, ele gravou os baixos de 3 das 4 faixas, a outra faixa do EP quem gravou o baixo fui eu mesmo.

Pra quem não conhece o som da banda, Quais são as principais influências?
Lucas - As nossas influências são variadas, contudo curto muito bandas como Ratos de Porão, D.R.I., Excel, Surra, Sepultura, Vio-lence, Pennywise.
Leandro - Falar de influência é ate interessante, pois apesar de tocar em uma banda que tem o som bem puxado pro Hardcore, eu não escutava muita banda nesse estilo, sempre fui pro lado mais Death Metal, Thrash, Heavy Metal Tradicional, e o Metal progressivo. Hoje em dia não tenho banda X ou Y que tiro base pra fazer o som que toco, sendo metal eu sempre tiro proveito em alguma coisa nos sons novos ou até os que eu não conhecia.
Lucas e Leandro - Lascados
Vocês também organizam seus próprios eventos. Fale um pouco sobre eles e da importância do "faça você mesmo" no nosso meio underground:
Lucas - A importância desses eventos é por conta de dá oportunidade para bandas novas que não tem espaço para tocar nos eventos diversos na cidade, e a partir daí buscarem espaço para tocar mais aqui ou fora também.

E qual a expectativa a partir de agora? Existe projeto de viajar pelo Brasil? Ou um CD para ser lançado mais pra frente?
Lucas - Lançar o EP em mídia física, e quem sabe tocar fora do estado, que é algo que nunca fizemos. E mais pra frente, quem sabe, lançar um álbum cheio pra galera, no meio digital e também no meio físico.
Leandro - O primeiro passo de uma banda que quer conseguir espaço na cena nós já fizemos, que foi gravar e lançar um EP. Daqui pra frente, o que vier pra Lascados estamos topando. E levar o som além das fronteiras.

Agradeço a atenção e o contato com o blog. O espaço é de vocês, para falar o que quiserem:
Lucas - Esperamos estarmos um dia soltando a lasquera por aí, e contribuindo para melhorar um pouco a visão das pessoas sobre esse mundo caótico que vivemos.

Contatos
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Lucas M.Bronx
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Telefone (62) 99137-1776

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